Lulina indicou Laura Wrona, que indicou a Juliana R, que escolheu o tema “Futuro” para o Bob Ferraz, que indicou o Mané do Café, que indicou o Cristiano Holtz que escolheu o tema “Morte & Sexualidade” para o Heitor Freitas, que indicou Cibelle, que indicou Fernando Catatau que escolheu o tema “Comida” para Ana Garcia e Tathianna Nunes, que indicaram o Thiago Pethit que indicou a Tulipa Ruiz que escolheu o tema “Minha Emoção Mais Recente” para a Dani Arrais, que indicou Nina Becker que indicou o Marcelo Callado que escolheu o tema “João Gilberto” para Raul Luna responder às nossas 7 perguntas.
Começo esse novo ciclo de entrevistas, com o tema “João Gilberto”, com meu amigo Raul Luna. Quando o conheci, ele ainda trabalhava com vídeo – na época fizemos a marca da sua Trincheira Filmes, que tinha com Leonardo Lacca, Marcelo Lordello e Tião. Apesar de ter estudado arquitetura, Raul é um multi artista, ele já fez filmes, video arte e decidiu seguir o caminho do design gráfico. Hoje, é um dos melhores designers que conheço e, na sua última exposição, LAVA, trabalha a fronteira entre design e arte.
Raul Luna na web
http://cargocollective.com/raulluna
http://vimeo.com/user2580411
http://twitter.com/#!/penguinfromhell
1- Se você pudesse voltar no tempo, voltaria para que ano?
Sou um cara obcecado por música, gosto muito do Stereolab e uma das maiores frustrações da minha vida foi nunca ter visto ao vivo. Adoraria ter ido ao Free Jazz em 1999, quando vieram na turnê do Cobra. Os caras tavam numa das melhores fases da banda, super experimentais… Acabei compensando no ano passado, quando tive oportunidade de jantar com a Laetitia, conversar sobre o que era a banda vendo do lado de dentro, foi incrível. Mas queria muito ter ouvido The Flower Called Nowhere e Fluorescences ao vivo.
2- O que te traz boa sorte?
Aceitar o acaso, principalmente artisticamente. Um processo de trabalho intuitivo mais experimental funciona muito comigo. O LAVA foi um projeto conceitualmente baseado nessa forma de trabalho. Tento também ficar sempre ligado pro botão da auto-sabotagem não ficar no mode ON e tentar ser honesto pro que eu quero pra mim.
3- Uma obra artística que marcou você? (Um filme, livro, etc…)
Pra pensar em um, acho que o SMLXL do Rem Koolhaas. É um livro gigantesco, 1500 páginas, que relatou boa parte do processo de produção dos projetos dele, misturando muita coisa diferente num mesmo volume. Graficamente é muito instigante, rola um trabalho bom de tipografia. Tive um primeiro contato com esse livro em 2004/2005, quando trabalhava majoritariamente com video e foi o start da vontade de trabalhar com print.
Cremaster, do Matthew Barney, foi outro trabalho que também mudou a minha cabeça completamente.
4- Esquerda, direita ou centro?
Esquerda, sempre.
5- O que faz você manter uma amizade e acabar uma amizade?
Pra mim, amizade é give and take, sempre. Se voce faz mais pelo outro do que ele por você, tem algo errado. Principalmente quando envolve pressão, egoísmo e cobrança alheia, aí é que termina mesmo.
6- Algo a dizer sobre “João Gilberto”?
Todo mundo que curte música tem um respeito grande por ele. O cara criou a Bossa Nova, não é pouca coisa. Mas acho que ele devia estar gravando mais, sair desse safety-zone de gênio e aproveitar melhor o tempo criativo dele. Hoje pra mim João Gilberto é um misto de deus e monstro.
7- Quem você indica para ser o próximo entrevistado?
Domenico Lancelotti. Ele parece ser um cara muito intuitivo com toda a coisa de fazer música, tem um feeling muito honesto, além de ser um grande chef na cozinha. O último disco dele é muito bom, na minha opinião até melhor do que o anterior, Sincerely Hot. Acho que daria uma puta entrevista.









Daniel Edmundson é sempre o "estrangeiro" por onde quer que passe. Designer e ilustrador, desde 2005 se dedica à mooz, onde às vezes gosta de trabalhar. Yo!














