
Tudo começa com muita antecedência. Pesquisa de passagens baratas, economia de um pouquinho por mês até virar um poucão, definição de país(es), roteiros… viajar é uma experiência que vai muito além das férias. Antes do corpo viajar, a cabeça já está longe.
Tem gente que não gosta de viajar. Acho bonito pessoas que veem beleza na rotina e confesso que eu sou um pouco assim. Gosto de comprar sopa sempre na mesma padaria, cumprimentar a vendedora de flores na rua, essas coisas. Mas nada pra mim supera o prazer de conhecer algo novo, de mudar de ares. A sensação de ser um estranho, clandestino, mais um numa cidade que não te pertence.
É como se os sentidos estivessem mais aguçados e como se você tivesse mais disposição do que quando tinha 16 anos. É aquele brilho no olhar ao ver a Mona Lisa, o Central Park ou a Muralha da China. Coisas que são referências, símbolos antes imagéticos e que agora adquirem um novo sentido – eles saem do etéreo e viram reais. Agora são mais do que símbolos – são lembranças fotografadas.
Eu adoro andar pela cidade e observar a maneira como as pessoas agem, falam, comem… o comportamento de compra, de consumo – seja de cerveja ou de energia elétrica. Eu acho impressionante como coisas que parecem tão banais podem ser feitas de milhões de maneiras diferentes.
E chega uma hora que toda hora chega, e você tem que voltar. Pra casa, pro trabalho, pra rotina. Pra uma vida mais banal, onde os sentidos não são tão exercitados e a quantidade de descobertas num dia é menor. Mas, será que você aguentaria um ritmo de viagem por 1 ano?
Eu não.
Algumas pessoas pensam que é chato voltar. Eu penso que, sem a volta, viajar não seria tão legal.














viajar é tudo!Amo Recife,mas canso daqui.é preciso fugir de vez enquando.