
Eu sei que este post vai ser um tanto quanto controverso, mas, ossos do ofício.
American Horror Story estreia no Brasil no próximo dia 8 de novembro, no canal Fox, mas como na gringa já vem passando desde o dia 5 de outubro, não aguentei de ansiedade e já assisti aos dois primeiros episódios. A qualidade da série vem sendo questionada pela crítica, até eu tenho meus questionamentos, mas preciso confessar que curti, e muito, o que assisti.
A série conta a história de uma família que muda de cidade com a intenção de resolver problemas do passado. Instalar-se numa casa mal assombrada não é exatamente a forma mais oportuna de começar do zero, mas é o ambiente perfeito para o desenvolvimento da trama de AHS.
Primeiramente, você tem que estar disposto a assistir de coração aberto, sem julgamentos mais definitivos baseados no episódio piloto. É verdade que o primeiro capítulo é um tanto quanto pretensioso, apresenta praticamente tudo da história e o ritmo da trama se perde, vez ou outra. Mas, com paciência e carinho, você pode mudar de opinião depois do segundo episódio, que é quando a série realmente mostra a que veio.
Sem mais delongas, vamos aos argumentos:

Direção
Brought to you by Ryan Murphy e Brian Falchuk, eles mesmos de Glee e Nip/Tuck, AHS mostra que os caras entendem mesmo de televisão e cultura pop. Depois de causarem comoção nas telinhas com dois seriados de sucesso, a dupla se aventura no horror sem o savoir faire de um Hitchcock ou Stephen King, mas anos luz à frente de “concorrentes” como Supernatural e Ghost Whisperer (guilty pleasure? magina!). Eles têm uma história para contar e sabem contá-la.

Medo
Falando em concorrência, a série ainda não me fez gritar e pular do sofá como The Walking Dead, por mais que essa seja a tentativa quase insistente do primeiro episódio. Mas, vamos combinar, uma horda de zumbis inescrupulosos e famintos é bem mais assustadora que um vulto no plano de fundo, certo? Meu argumento é que o medo em AHS se dá mais pela tensão do que pelo susto, porque os fantasmas que assombram a casa estão mais perto dos personagens principais do que o habitual em narrativas de terror. Resumindo: dá para assistir antes de dormir numa boa, sem dramas.
Drama
O drama, a gente deixa para os próprios personagens. Como se não bastasse viver num lugar mal assombrado, eles ainda têm que administrar adultério, perda de filho, adolescente revoltadinha, vizinhança (no mínimo) excêntrica e por aí vai. A forma que a atmosfera fantasmagórica se mistura com os medos da vida real, para mim, é um dos principais pontos positivos da série.
Elenco
Sem nomes de peso para o grande público, ainda que seja possível reconhecer Denis O’Hare (True Blood), Jessica Lange (Tootsie, O Cabo do Medo) e Frances Conroy (Six Feet Under), AHS não deixa a desejar com o time de atores escalado. A interpretação, eu hei de convir, é um pouco exagerada em alguns pontos, mais pela intensidade dos diálogos do que essencialmente pela falta de habilidade dos atores. De uma forma bastante peculiar, a empatia funcionou.


Diálogos
Neste ponto, preciso destacar a importância da personagem Constance, interpretada por Jessica Lange. Uma mulher de meia idade, sem marido, diva frustrada e mãe de uma garota portadora de Síndrome de Down (e outros tantos filhos dos quais a série não trata). É dela que você vai escutar as frases mais interessantes e absurdas da série, que vão fazer você ficar em dúvida entre a risada e o constrangimento. O humor de gosto duvidoso é tão condizente com sua personagem que tudo soa, estranhamente, natural.
Sexo
Não, nada de erotismo e sensualidade. O sexo é abordado na trama da forma menos hollywoodiana possível. Como o ponto de partida de todo o argumento da história se dá em virtude de um caso extraconjugal, o perverso e o obscuro são explorados na série a partir, também, dessa ótica.
Abertura
É bem verdade que estive hesitante em todos os pontos aqui expostos, expondo elogios e contrapontos, mas, neste caso, nada de ficar em cima do muro. A abertura de American Horror Story é massa mesmo, dá uma olhada:
Por fim, meus caros, minha opinião sobre a série ainda não está completamente formada. Neste ponto, me considero mais um entusiasta do que um fã propriamente dito. Seus comentários e opiniões serão extremamente bem-vindos!














Eu tô ouvindo falarem mt bem dessa série e com tanta frequência, q acho q vou começar a assistir.
Curto essa vibe de ~~tensão no ambiente~~ sem terror explícito mesmo.
Adorei a resenha, bjo paulinho :*