2012 foi um ano de muito trampo e essa coluna cada vez mais preguiçosa deixou passar um monte de coisa boa que foi lançada. Então, assim como no ano passado, segue a lista da redenção com o Top 10 dos que poderiam ter rendido grandes posts aqui no blog no ano que passou. Antes tarde do que nunca.
Santigold – Master of my Make-Believe

O segundo disco da cantora foi gravado na jamaica e co-produzido por Davie Sitek, o guitarrista branquelo do TV On The Radio. Traz mais daquela mistura instigada de ragga, electro e hip hop que faz a cabeça da turma e rendeu convites a moça para gravar com Diplo, Gorillaz e Beastie Boys.
Bad Bad Not Good – BBNG002

O trio canadense também lançou seu segundo disco, com versões instrumentais para músicas de Kanye West, My Bloody Valentine, James Blake e Feist. Tudo gravado em apenas 10 horas de estúdio. Detalhe: ninguém com mais de 21 anos estava envolvido na produção. Jazz com uns timbres hip hop classudo. Fico impressionado com a maturidade do som desses caras.
Los Sebosos Postizos – Los Sebosos Postizos Interpretam Jorge Ben Jor

Esse tava na promessa faz tempo. Repertório classe de Jorge Ben, em versões cavernosas dos integrantes da Nação Zumbi. Tudo já conhecido pra quem foi aos shows ou baixou aquele ao vivo no Sesc Pompéia. Muito bom poder ouvir tudo num disquinho de estúdio bem produzido. Só faltava um clipezinho bacana para a gente poder ilustrar o post. Vai ficar só na foto.
Frank Ocean – Channel Orange

Esse saiu do fornou eleito por muitos o disco do ano. A estréia do rapaz fora do coletivo Odd Future Wolf Gang Kill Them All, liderado por Tyler, The Creator, é realmente um grande disco. Depois de compor pra John Legend, Beyoncé e Justin Bieber, neguinho resolveu fazer o dele. E fez muito bem feito.
Dr. John – Locked Down

Lenda viva de New Orleans, o tecladista Dr. John já tocou com Meters, Rolling Stones, The Band e uma penca de outros relevantes. Só aceitou gravar o álbum com produção de Dan Auerbach depois que o Black Key apresentou a ele um disco de Mulatu Astatke. John, acostumado com muito jazz, soul e blues, acabou cometendo seu disco mais rock. Discão por sinal.
Bobby Womack – The Bravest Man In The Universe

Falando em lenda viva, tem esse aqui também. Novo do Bobby Womack, produzido por Damon Albarn. Soul da melhor qualidade feito com drum machine e sintetizadores. E o coroa ainda saiu dizendo que nunca se sentiu tão à vontade num estúdio de gravação. Conheci a bolacha um dia desses, recomendada por um amigo de um amigo. Vai pro trono.
Céu – Caravana Sereia Bloom

Botecos com radiolas de ficha, cerveja em copo americano, brega de teclados vagabundos, estrada depois de um dia na praia. Tudo isso é referência para o terceiro disco da cantora paulistana. Retrovisor é a música que melhor sintetiza toda essa atmosfera. Mas o disco ainda reserva outras surpresas, como a ótima versão do rock steady You Won’t Regret Me.
Jack White – Blunderbuss

Segundo o guitarrista, gravou esse seu primeiro álbum solo meio por acaso. O rapper RZA iria gravar para o selo de Jack, o Third Man Records, mas faltou a sessão. O guitarrista juntou a banda que já tava pronta e resolveu gravar umas canções que tinha na manga. Alguma dúvida que vinha pedra?
Michael Kiwanuka – Home Again

Inglês, descendente de ugandenses, Kiwanuka vem sendo comparado a Bill Withers e outros grande do soul. Estudava design até que os amigos começaram a dizer: “vai, cara, você é bom”. Pra nossa alegria, o negão resolveu seguir cantando e tocando volão. Seu primeiro disco é simplesmente emocionante
Japandroids – Celebration Rock

Pra completar, esse aqui da dupla canadense formada por Brian King (guitarra/voz) e David Prowse (bateria/voz). Rock cruêra, sem frescura. Pau na moleira. Diferente da grande maioria das bandas moderninhas que tão por aí. Figurou num monte de listas de revistas e blogs. Não podia ficar de fora dessa aqui também.





















