
Depois do sucesso astronômico em visualizações no Youtube (isso é que é ROI em social media), a toda-poderosa nova sensação da música pop Lana Del Rey começa a causar comoção na imprensa, todos impressionados pela aura de mistério e novidade ao redor da cantora. Primeiro, o básico: sua declaração sobre ser apenas fruto de uma estratégia de advogados e executivos da indústria fonográfica, um produto pronto para o consumo em massa, já fez muita gente entortar o nariz para a pobre nova-iorquina rica. Declaração essa, por sinal, que nem sei se posso confiar 100% – todos falam, ninguém cita a fonte.
O fato é que essa história de ser uma artista fabricada não me incomoda em nada. Vamos combinar que nem todo cantor, especialmente em começo de carreira, consegue aliar técnica, originalidade e visão de mercado. Vamos combinar também que é impossível viver apenas de apoteoses da música popular contemporânea, seria entediante.
Partindo desse pressuposto, exponho aqui minha opinião sobre a famigerada Lana, baseado em seus primeiros hits. “Video Games” abriu as portas do estrelato para a mocinha, mas, não sei se por estar acostumado a Gaguismos extravagantes e vibratos Adelísticos, achei meio chata. É, não achei adjetivo melhor. Para mim, é aquele tipo de música que você escuta de fundo quando vai procurar móveis na Tok & Stok. Tudo bem que minha opinião muda mais que os penteados da Rihanna, mas, por enquanto, não curti.

Já em “Blue Jeans” (eu sei que você também lembrou do hit da nossa diva Angélica) acho que Lana conseguiu expressar melhor sua identidade. O clipe ajuda bastante a construir o discurso hype retrô e a música é do tipo que dá vontade de cantar junto com os amigos.
Há ainda mais um aspecto sobre a persona Del Rey cuja relevância há de ser registrada, a caracterização. Nesse ponto, caros leitores, Lana (e seus agentes, produtores, advogados, secretários) acertou em cheio. Do penteado clássico aos lábios estufados de botox, passando pelas roupas escolhidas com muito bom gosto, Lana consegue a imagem de diva tão importante para sua expressão artística, tanto em termos de criatividade quanto de apelo comercial. Por sinal, até mesmo seu nome foi escolhido estrategicamente para retomar o glamour da alta sociedade hollywoodiana.
Em tempo: como todo mundo tem um passado negro, a hype das hypes já lançou um álbum em 2009, um fracasso de vendas, sob a alcunha de Lizzy Grant, seu nome verdadeiro. O que vai ter de hipster ovacionando essas primeiras gravações como raridade não vai ser brincadeira.
Por fim, gostando ou não gostando da voz suave de Lana Del Rey, já deu para sentir que ela veio para ficar.















Ei po, to totalmente por fora do hype. Nunca tinha ouvido falar em Lana del Rey, mas achei massa. Gostei, inclusive, de Video Games. :)