E 2012 começou muito bem. Logo depois de pular as primeiras sete ondas do ano, chega aos ouvidos mais atentos o aguardado Avante, disco em que Siba retorna às seis cordas da sua antiga Gianinni.
Tal qual os defensores da música genuinamente brasileira, de mãos dadas em passeata contra a guitarra nos anos 60, a pernambucanidade xiÃta se manifestava: virou paulista, roqueiro, americanizou. Tsc, tsc. Quanto equÃvoco.

Siba é um artista de integridade Ãmpar. A história que construiu desde os tempos ambrósios continua a ser contada, agora em um novo capÃtulo. No instrumento que aprendeu a tocar antes mesmo da rabeca, descobriu novas cores para sua música. Abriu-se uma nova janela.
Avante, produzido pelo instigado Fernando Catatau, escancara um poeta no momento de inquietude, de busca pela sua essência. Já na faixa de abertura, Preparando o Salto, se revela em plena metamorfose. Sem reconhecer a imagem no espelho. Criando asas.
Este momento foi registrado no documentário “Nos Balés da Tormenta”, que você pode conferir em versão reduzida no final do post.
Renascido e cru, Siba comete aqui seu trabalho mais pessoal. Por isso talvez tenha pedido licença à Fuloresta e eletrificado seus versos.
Em Nazaré da Mata, o disco pode até causar estranhamento. Mas entre um gole e outro de cachaça, os parceiros vão perceber que existe muito deles ali. E fazer parte dessa trajetória é motivo de orgulho. Quem sabe até de mais um brinde.
Teaser “Nos Balés da Tormenta”:














Parabéns por mais esta crÃtica Igor, ela também merece mais um brinde. Quanto a Siba e seu novo projeto, a guitarra é novidade atual mas minha posição é a mesma: só orgulho e desejo de sucesso. Viva a música de verdade, viva Pernambuco, viva a integridade cultural, seja a cultura que for.