
Gui Amabis é produtor musical. Faz trilhas para cinema (Nina, Bruna Surfistinha, O Senhor das Armas), seriados de televisão (Cidade dos Homens, Antônia) e publicidade. Nos intervalos entre um trabalho e outro, resolveu criar uma trilha especial. Seu primeiro disco solo, Memórias Luso-Africanas, foi feito sem pressa, como quem tira fotos para um álbum de família.

Inspirado nas histórias que a avó contava sobre os mais antigos, Amabis escreveu a grande maioria das letras. Coube a ele também tocar guitarra, violão, baixo, teclados e programações. Mas um disco solo, não precisa ser feito sozinho. E as participações são muitas. A esposa, Céu, e os amigos Criolo, Tulipa Ruiz, Lucas Santtana e Tiganá emprestam suas vozes. Os bateristas Curumim e Samuel Fraga, o saxofonista Thiago França, o baixista Marcelo Cabral, o violonista Rodrigo Campos, o guitarrista Régis Damasceno e o percussionista Maurício Alves também dão o ar da graça. Todo mundo meio de casa.
Do mesmo jeito que no Sonantes, projeto musical que, além de Gui, conta com seu irmão, Rica Amabis, Céu e os zumbis Dengue e Pupillo, Memórias Luso-Africanas tem umas texturas que fazem a gente voltar o tempo. E parar mais ou menos no lugar onde as histórias aconteceram. Coisa de quem já tá acostumado a encontrar o som certo para cada cena. A produção da bolachinha é coisa fina.
Para baixar o disco na faixa e conhecer um pouco mais do trabalho do rapaz, www.guiamabis.com. É só passar lá e se divertir.













