Modelos são criaturas quase étereas. Seres esguios e muito belos (alguns até “bizarros”) representam 0,00001% da população mundial e no entanto são o sonho de 10 entre 10 meninas world wide. Toda ala feminina, pelo menos uma vez na vidinha, sonhou com isso e muita gente adulta até hoje paga de “modela”.
Adequações à parte, modelos são a materialização de um esteriótipo muito divulgado e pouco abrangente. Figuras raras e de vida curta, o apogeu da carreira acontece lá pelos “velhos” 28 anos e daà pra frente é só queda. Resultado: migração das passarelas para as categorias de atriz/cantora/empresária/namorada famosa. Poucas são as que conseguem uma after-life bem sucedida. Boa parte vai fazer comercial de margarina, show-room de carros e aparecer na revista Quem tomando sol no posto 9 ao lado de um ator de malhação.
Para as que conseguem pensar outside the box ou beyond the runway, o futuro é bem promissor. Uma beldade que soube se destacar pelo talento (mais do que pela beleza) foi Karen Elson. A inglesa já começou desfilando para grandes grifes de haute couture com sua “cabilêra” vermelha. Yves Saint Laurent, Louis Vuitton, Gianni Versace, Christian Dior, Burberry e Chanel já escalaram a bela e inúmeras publicações já estamparam seu rostinho nas capas. É dela, plus Raquel Zimmermann, o divertidÃssimo vÃdeo da Lanvin Fall Winter 2011/12 featuring Pitbull.

Ok, ritmo não é o forte. Meio andrógina e muito branquela, a linda ganhou notoriedade quando se casou com Jack White numa canoa ali no rio Amazonas. Sim, pessoas: ser tupiniquim é style. Karen e Jack se conheceram quando a modelo apareceu no vÃdeo de “The Blue Orchid” do White Stripes e a modelo, além de roubar a cena, roubou o marido de Meg White. Mas veja só a modernindade do ex-casal: quando Jack resolveu se casar com Karen, convidou a ex-mulher pra ser Dama de Honra.

Da união, nasceu o melódico folk-gótico “The Ghost Who Walks” – primeiro álbum solo produzido pelo maridón hype. O disco recebeu excelentes crÃticas e Karen foi bastante elogiada por suas composições e arranjos. Apesar de já ser vocalista e produtora da banda nova-iorquina The Citizens Band, Karen se consagrou mesmo com o lançamento do “filho solo”. As canções navegam do folk ao bluegrass com pitadinhas de indie rock e country. Selecionei as minhas 3 favoritas e espero muito que vocês gostem. Sonzinho de primeira qualidade vindo de alguém que soube explorar melhor o conteúdo à forma.














Como sempre, adorando os teus posts, Adri.