
Li o best seller A menina que roubava livros (Markus Zusak) há algum tempo, em algum período remoto de 2009, e a verdade é que não me lembro muito bem do enredo. É, tenho essa memória fajuta que não me permite guardar informações completas. No entanto, lembro bem de ter gostado do que li. Lembro ainda do estilo do autor, uma escrita extremamente enxuta, direta e um pouco fragmentada, mas de maneira clara e coerente.
Pois bem, a bienal do livro desse ano me rendeu bons frutos: seis novos livros. Dentre eles, Eu sou o mensageiro do já citado Markus Zusak. E foi esse mesmo que me acompanhou nos últimos dias.
Eu sou o mensageiro é o terceiro livro do autor e foi lançado três anos antes do bem sucedido A Menina que roubava livros. Mesmo assim, já apresenta o mesmo estilo registrado nesse último, uma linguagem simples, direta e envolvente, capaz de segurar a atenção do leitor do início ao fim.
No enredo, Ed Kennedy é um jovem de 19 anos sem grandes perspectivas. Vive com seu cachorro fedorento, Porteiro, em uma pequena casa alugada no subúrbio, e trabalha como taxista. Tem três grandes amigos com os quais se reúne para beber e jogar cartas. Perdeu seu pai para o alcoolismo há pouco tempo e sua mãe sempre se mostrou fria e distante. Ainda assim Ed não parece se incomodar com sua falta de rumo.
Após vivenciar uma experiência inusitada envolvendo um assalto a banco, Ed passa a receber misteriosas mensagens que o levam a ampliar seus horizontes por meio de novos desafios. Tais mensagens o levam a pessoas que precisam de ajuda e, à medida que se envolve com esses desconhecidos, passa também a se conhecer melhor.
A história é narrada pelo próprio Ed que, constantemente, provoca o diálogo com o leitor por meio de perguntas e pequenas provocações. O livro é envolvente no sentido em que consegue prender a atenção do leitor que pretende descobrir o que ou quem está por trás das tais mensagens. Paralelamente levanta questões que se apresentam envolvidas em certa névoa com cara de ‘moral da história’, mas a impressão que fica após a última página é que a proposta não foi a fundo. Diverte e prende com o bom humor de Zusak e as desventuras de seu protagonista, mas se mantém na superfície.
Bom, vamos ver se os demais livros se mostram melhores.














Esse livro é incrível.