

Um dos sinais de que o Brasil de hoje é um país que está dando certo pode ser colhido na atual produção de quadrinhos. Crises econômicas sempre dinamitaram o mercado editorial da nona arte, e como a nossa economia sempre foi cheia de altos e baixos – mais baixos que altos – do mesmo jeito foi a trajetória das hqs nacionais. Em meio ao boom dos quadrinhos um fato parece ser contraditório, a baixa presença de quadrinhos autorais nas bancas, sua tradicional morada. O que ocorreu foi que eles migraram das bancas para as livrarias e também para a internet.
E foi justamente através da internet que tive conhecimento de uma publicação que não é encontrada nas grande livrarias, muito menos em bancas. A grande rede me deu acesso ao gibi Beleléu, um produto fluminense, financiado pelo próprio bolso de quatro amigos que se reuniram para produzirem o livro. Daniel Lafayette, Eduardo Arruda, Elcerdo e Stêvz trazem para as páginas quadradas do Beleléu, nonsense e poesia costurados por um humor inteligente que não traz gargalhadas, mas um riso de canto de boca sutil e prazeroso. Nesse gibi, não encontramos grandes epopéias, as histórias são bem curtas, não ultrapassam 5 páginas e aí reside a variedade e riqueza de situações que encontramos. Os autores se dizem influenciados pelo refinamento dos quadrinhos europeus do passado e do presente. Eu também vi muito do humor refinado das filosóficas tirinhas do Laerte, outra das influências que eles também assumem. O gibi foi lançado no começo de 2009 e é distribuído no site do projeto e em algumas livrarias. Que venha a número 2 da Beleléu. Enquanto isso não acontece temos o blog oficial do projeto e um outro, inaugurado recentemente, dentro so site da revista Trip.















dose homeopática é ótimo, né?!
todo dia um pouquinho. prefiro quadrinhos assim!