
Li O menino no espelho (Fernando Sabino) pela primeira vez há algum tempo atrás – Depois de grande, é bem verdade, mas o encantamento com o protagonista, Fernando, foi tamanho que a minha aventura pelas 208 páginas me levou de volta á infância e, além disso, me trouxe de volta à vida adulta com novo olhar e muitas reflexões.
Na semana passada não resisti e me deixei levar pela mão, uma vez mais, ao reencontro daquele garotinho que compartilha histórias e emoções com o leitor amigo. Para quem não conhece, o livro é narrado na primeira pessoa e conta diferentes acontecimentos da infância de Fernando, sua amizade com uma galinha, as brincadeiras de criança, a vizinha, o primeiro amor, o menino no espelho e muito mais. Um misto de relato e imaginação, como se o garoto Fernando tivesse mesmo encontrado o adulto que registrou tais palavras.
No entanto, o mais bonito dessa obra não é a prosa fluida e envolvente do autor. Ou mesmo o fato de o livro ser capaz de dialogar com diferentes gerações, mas sim a maneira como essa história se mostra honesta e como ela consegue carregar pessoas de idades diferentes para um mesmo destino: a aventura infantil diante de um leque de infinitas possibilidades.
Um livro capaz de tirar o leitor do ordinário a fim de fazê-lo ver. Ou melhor, de lembrá-lo de que o extraordinário está ao alcance da imaginação.
*” O que você quer ser quando crescer?”













