fico imaginando se fosse
o último dia de minha vida…
o sol de sempre
os sorrisos de ontem
os bom dias e boa tardes
e a moça que recolhe
o lixo da repartição
cabisbaixa,
empenhada em seu ofício
repetitivo
acéfalo
procurando fazer-se notar;
é a minha saída
é a minha redenção
tenho de notá-la
algum valor hei de ter…
















Para mim, deixar alguma coisa não é prova de existência,quando morremos e como se nunca tivéssemos existido e para aqueles que discordam, o tempo se encarrega de convencê-los,pois aos poucos vamos desaparecendo quando da corrosão dos que se lembram e dos papeis que trazem nossos registros. A vontade desesperada de viver pelo menos nas memórias e obras nunca desaparece.