
Quando eu morrer e chegar no céu… Sim! Eu vou para o céu, pelo menos para meu julgamento, né?! A pergunta que eu vou fazer não terá nada a ver com a criação do mundo, nem com as religiões e a possível representação de um mesmo Deus e nem o porque que eu não nasci rico nessa minha vida. Eu vou perguntar o que realmente importa. O que, se fosse diferente, revolucionaria a vida e transformaria o mundo em um lugar muito mais bonito, justo e feliz.
Você, obviamente, já esteve em um elevador com outra pessoa e, de repente, um cheiro absurdamente insuportável toma conta do ambiente. Ainda faltam 32 andares de subida e você já percebe uma morte lenta e dolorosa se aproximando. Asfixiado, você segura a vontade de vomitar porque isso só iria piorar ainda mais a situação. Você sabe que não foi você e se não foi você foi o cretino ai do seu lado, com essa cara amarela. Por conta dos bons costumes e da convivência pacífica entre humanos, a única reação educada que você pode ter é tossir um pouco. Me digam, não é um absurdo essa situação? Vamos olhá-la pelo ângulo da pessoa com a folhinha na cabeça: Ele não tem culpa. Essa é uma necessidade fisiológica que DEUS CRIOU e todo mundo sabe que quando a vontade vem, ela fica lhe consumindo, lhe pressionando até você tomar uma atitude. Agora o coitado tem um inimigo mortal e vai ser chamado de zumbi em decomposição pelo prédio inteiro. Então pergunto, meu Deus, porque essas coisas não cheiram bem?
Seria muito mais legal se cada pessoa exalasse um aroma único, um perfume próprio. A situação passaria de super constrangedora para incrivelmente amigável e prazerosa. Imagina a mesma situação, com essa mesma pessoa só que dessa vez um cheiro de algodão e baunilha sobe no ar. Você, maravilhado, pergunta:
- Foi você?
- Sim, fui eu. Diz a pessoa um pouco sem graça.
- Nossa, mas o seu é muito bom.
- Ah, brigado. Na verdade todo mundo diz isso – rindo sem se gabar muito.
- Poxa, parabéns. O meu tem mais um cheiro de orvalho e mel, mas o seu é muito gostoso. Faz de novo.
- [insira aqui sua onomatopéia preferida]
- Ahhhhh, obrigado!
- Que é isso, sem problemas. Esse é meu andar, prazer em te conhecer.
- Igualmente. Da próxima vez eu tento te mostrar o meu.
OLHA QUE DIFERENÇA! Ninguém vai sair falando mal de ninguém, ou seja, menos negatividade no mundo e ainda promoveu interação entre desconhecidos, quem sabe esse não é o começo de uma grande amizade? Porque que Deus não fez as coisas assim? Eu só posso achar que é para se divertir mesmo. Ele fica lá assistindo a gente morrer de vergonha, entrar em cada situação e deve se estourar de rir com tudo isso. Mas eu nem culpo o coitado, alguma graça ele tinha que criar. Afinal, todo mundo tem uma piada interna. Só que Deus, megalomaníaco do jeito que é, levou o interna longe demais.














keni-e-el! o que estava passando nessa cabecinha hein?!