Tem gente que gosta de ficar olhando para cima, perdido no céu, observando os planetas, as estrelas, as possibilidades nos recantos do universo. Outros perdem toda concentração por uma novidade sobre o mundo animal ou sobre novas espécies de plantas.
O meu fascÃnio eu dou ao mar.
Longe de ser uma pesquisadora assÃdua. Mas é o que está dentro dos mares do mundo que me intriga. Por isso que eu fiquei hipnotizada pelas fotos do Alexander Mustard, um biólogo marinho considerado um dos melhores e mais criativos fotógrafos do fundo do mar. Mais especificamente por essa série de imagens absurdas, resultado de uma aventura ousada: um mergulho entre as placas tectôncas da América do Norte e da Eurária, num parque da Islândia.
O azul onÃrico da água contrastando com a crueza das rochas, cheias de falhas. Os vales abertos para abismos sem fim, pois as placas tectônicas se afastam entre 1 e 10 centÃmetros por ano. É um espetáculo por si só, e o mérito de Mustard é conseguir captar de maneira tão viva a paisagem submersa, que muda o tempo todo com os movimentos, as lavas expelidas do solo. O brilho, as cores, os ângulos, tudo fala aos sentidos para transmitir a grandeza do oceano. Para lembrar o quanto a gente, a humanidade, é só mais um detalhe.
Vale a pena acessar o site do Alexander (abaixo) e se perder nos muitos outros cliques. Vão desde um ensaio com uma mulher debaixo d`água até cavalos-marinhos e seus filhotes, bichos estranhos, pessoas inusitadas, peixes que eu não descreveria nem que fossem pura imaginação. É impressionante como Mustard consegue sustentar a textura e, especialmente, as cores dos seres vivos.
Para completar, há o vÃdeo das medusas inofensivas. São águas-vivas que ficaram encalhadas numa bacia natural com o recuo do mar. Ocupando o lugar por milhares de anos, não têm predadores naturais e foram perdendo as defesas, de forma que é possÃvel mergulhar em meio a elas. O lugar é na ilha Eli Malk, num pequeno paÃs insular no Oceano PacÃfico, a República de Palau.
Ah, o mar.

















As fotos são lindas, mas esse vÃdeo me deixou arrepiado. É incrÃvel como a natureza pode ser tão mais interessante do que tudo que construÃmos.