Assim como no primeiro dia, não consegui chegar a tempo de ver os primeiros shows. Quando pisei no Centro de Convenções já eram quase sete horas e estava acabando Radistae, segunda banda do Tabocas. O início dos shows gratuitos teve de atrasar um pouco para esperar o público chegar. 16h é muito cedo.
O segundo dia pra mim começou com Sweet Fanny Adams. Apesar de ser uma banda daqui, eu nunca tinha ouvido, nem fazia ideia de como era o som. Achei legal, muito bem feito, principalmente pra uma banda de Recife que canta em inglês, algo que não costuma me agradar.


Depois começou Zombie Zombie, um show que eu vinha aguardando com muita curiosidade. Na entrevista que deram para A Prancheta, Aninha e Tathi disseram que essa seria talvez a maior surpresa do festival. Ouvi um pouco da banda antes e confesso que não curti o som, achei muito eletrônico. No entanto, o show foi divertidíssimo. A bateria quebrou totalmente esse clima eletrônico e todos dançaram muito. Foi uma grande performance que com certeza agradou muito mais a quem conseguiu ver de perto.


Infelizmente o atraso do Tabocas não foi acompanhado pelo Teatro Guararapes. Quando saí do show de Zombie Zombie, Jr. Black já tinha acabado. Uma pena. Então foi a vez de São Paulo Underground, que definitivamente não gostei. Sei que tecnicamente o show foi perfeito, mas o som instrumental de Maurício Takara é experimental demais pra mim.


Quando começou Loney, Dear o teatro já estava bem cheio. Deu pra ver que as pessoas realmente foram ver Lô Borges e Milton Nascimento. Muitas senhoras de idade se misturavam ao público jovem do festival, algo realmente inédito. O show da última banda sueca foi fenomenal. A voz de Emil Svanängen é incrível e as músicas são deliciosas. O público cantou junto, acompanhou com palmas, balançou os braços e aplaudiu de pé. Definitivamente, uma das melhores apresentações dessa edição do festival.







Foi então que o teatro realmente lotou. Mais uma vez as pessoas se espremiam pelos corredores e sentavam no chão para ficar um pouco mais perto do palco. Lô Borges entrou sozinho e tentou conquistar o público com algumas das mais esperadas músicas do Clube da Esquina, como Paisagem da Janela, Clube da Esquina n° 2 e Trem Azul, mas o show não estava indo tão bem até a entrada de Milton. Foi cantando Cais, sozinho no piano e com uma voz arrebatadora, que Milton deu a todos a certeza de estar presenciando um show histórico. Juntos eles cantaram outros sucessos do Clube, com destaque para a maravilhosa Para Lennon e McCartney, que deixou o teatro todos de pé no melhor momento do show. O repertório misturou ainda canções dos trabalhos mais recentes e uma versão de Resposta, conhecida pela gravação de Skank. Durante o show, rolaram verdadeiras conversas entre Lô e Milton, que relembravam juntos sua história e declaravam seu amor e sua amizade. No fim, todos saíram do palco e Milton fez uma bonita homenagem a Leila Diniz, encerrando com muita emoção a sexta edição do No Ar Coquetel Molotov.







PS: Todas as fotos são minhas.














amei as fotos de novo :~~~~~~~~~~~~~ mas não sei se consigo comentar sobre ontem… na verdade sei que muita gente achou ruim a “homenagem à skank” e a faceta pop que deram às músicas do clube, porque a banda tinha 2 baterias e 2 guitarras, e de fato não tinha como representar a musicalidade do disco em si apenas desse jeito – algo ficava faltando… mas só em estar nesse show presenciando tudo isso foi mágico, e eu apesar de concordar que as versões não foram 100%, achei tudo lindolindolindo. cais, então… sem comentários. o público se calou para ouvir a voz de bituca; emocionante…
“se eu cantar não chore não, é só poesia…”
ps.: quero as minhas fotos!!! tô curiosa.