Cheguei ontem no festival por volta das 19h. Já havia acabado Ex-Exus e Dead Lover’s Twisted Heart e estava começando o show de Britta Persson. O Centro de Convenções já estava bem cheio, apesar de ter mais gente do lado de fora que dentro do Auditório Tabocas. O show de Britta foi bem legal e bonitinho, mas não muito empolgante.

Pouco depois foi a vez de Those Dancing Days. Com o Tabocas já bem cheio, as jovenzinhas suecas arrasaram com um rock dançante, inspirado em Dancing Days de Led Zeppelin (descobri isso lá mesmo, graças ao ótimo apresentador do festival). Além das músicas do seu primeiro e único disco, elas atacaram de surpresa com uma versão rock ‘n roll genial de Toxic, de Britney Spears. A galera foi ao delírio.




Com muita simpatia e vontade mesmo de se misturar e bater papo com quem estivesse afim, as meninas foram parar na Sala de Imprensa e consegui fazer um vídeo com elas.



Enquanto isso, já estava rolando o show de Jam da Silva no Teatro Guararapes. Não consegui assistir muito, mas achei bem legal. Um som tranquilo, tecnicamente perfeito e com um visual bonito. Perfeito para dar as boas-vindas ao público no teatro.

Aí entrou no palco Tiê, grávida, com muita doçura e embalando canções lentas no piano. O público estava calmo e sua voz dominou bem o ambiente. Convidou então seu melhor amigo e aniversariante do dia, Thiago Pethit, para juntar-se a ela. Tiê o nomeou “melhor cantor de São Paulo”, mas devo dizer que não curto muito a voz, nem a musicalidade de Pethit. Mesmo assim, no teatro foi mais bonito que no MySpace. No fim, o show foi isso mesmo: bonito.


Quando Sebastien Tellier entrou foi puro delírio. O teatro já estava muito lotado com os fãs empolgados de Beirut e tinha gente se espremendo por todos os lados. O show foi incrível. Muita performance, com direito a deitar e rolar no chão e um som perfeito. O rock de Sebastien deixou todos dançando e enlouquecidos por mais. Infelizmente o show foi encerrado precocemente, após apenas 5 músicas. Nem imagino o porquê.




Foi aí que começou a tensão pré-Beirut. Muita gente tentando entrar no teatro, ninguém respeitando ninguém. A organização do festival teve de implorar para que todos se sentassem e liberassem os corredores e a frente do palco, sem sucesso. Até seguranças entraram para impedir que os fãs invadissem o palco. Há quem diga que o público sem-noção de Recife estragou o show, mas de onde eu estava (primeira fileira do balcão, lá em cima) foi tudo lindo. Não ouvi gritos histéricos nem houve aperto. Sorte minha.
A banda entrou com Nantes, uma das minhas favoritas. Não vacilaram e já no início rolou a aguardada Elephant Gun (conhecida por ter sido trilha da minissérie Capitu), com todo o teatro cantando junto. Foi emocionante. O show inteiro foi de arrepiar. Com muita habilidade com o público, Zach Condon falou português, gritou “Toca Raul!” e chamou seu ukelele de cavaquinho. Sintonia total.
O bis trouxe a arrepiante Brazil, versão em inglês de Aquarela do Brasil, um dos melhores momentos do show. Essa realmente foi de deixar cabelo em pé. No fim, Zach ainda voltou sozinho ao palco após ser agarrado por uma fã e nos deu uma última canção de presente. Foda.







PS: Todas as fotos são minhas, exceto a que eu apareço, obviamente.














Os show foram incríveis. As fotos tb! Ahazou