Alguém pode ler esse título e dizer “eita, Eduarda escreveu toque errado”. Não, não, tá certo. É TOC mesmo, de Transtorno Obsessivo Compulsivo.
Mas, o que de fato os TOCs têm a ver com as relações humanas?
O TOC é uma mania, um misto de insegurança com inquietude, uma artimanha da mente da gente, de querer se enganar, se ocupar, se confundir. Isso normalmente acontece com coisas cotidianas – exemplos não faltam. Tem gente que checa 05 vezes se trancou a porta. Outros organizam dinheiro por ordem de valor da nota. E há ainda os que olham a bolsa de 1 em 1 minuto para garantir que o celular está lá e que você não esqueceu ele no restaurante (ok, essa sou eu).
Nas relações humanas, os TOCs existem da mesma maneira. Às vezes podem ser facilmente identificáveis como a boa e velha “picuinha”. Ou simplesmente a mania que algumas pessoas têm de insistir no erro. Tipo aquele marido que sempre bebe 2 garrafas de vinho no jantar, há 32 anos, e há 32 anos a esposa dele fala “Você bebe demais! Tome só uma garrafa. Por favor… ah vá, você é impossível mesmo” e por aí vai. Também tem aquela amiga que sempre arruma um motivo pra reclamar. Do restaurante, do trânsito, da música alta… nunca nada está bom o suficiente.
O fato dos TOCs serem artimanhas da mente da gente levanta uma questão: isso pode mudar? Não ter TOC significa ser uma pessoa melhor? Eu particularmente acho que não, pois acredito que quanto mais próximo você está da sua essência, mas feliz você é. Por isso, não vejo nada de errado com os TOCs. Nada de errado em ser humano, na verdade. Só acho importante termos consciência das coisas que fazemos, e dos TOCs que temos – sejam eles com interruptores ou pessoas. E por “ter consciência”, entenda-se: tentar racionalizar e saber que, para tudo nessa vida há sempre um preço a se pagar – esteja o dinheiro organizado por ordem crescente ou não.















Desde pequeno eu tenho toc. Quer dizer, desde que ouvi falar de toc, descobri que tenho desde pequeno. Nunca vi problema nenhum em, quando fechar uma mão, fazer o mesmo com a outra e depois com as duas juntas. Das notas eu nunca tinha percebido que também era toc. enfim, acho que enquanto não estiver prejudicando alguém, prefiro chamar de particularidades :)