
Aqui começa a linha do tempo do ano novo.
E você, começa por onde?
”Pelos sonhos”, diria um visionário.
”Pelas metas”, diria um pragmático.
”Pra quê começar?”, diria um cético.
”Que tal pela faxina da festa de Reveillon?”, diria Dona Creuza.
A gente sempre tende a priorizar uma área da vida, seguir afobado por ali e esquecer do restante. E o que a gente esquece é que o tempo já vem fracionado em anos, meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos exatamente para nos ensinar a dividir. A partilhar a nossa atenção entre tudo o que é importante de verdade e a separar em etapas a dedicação para alcançar cada objetivo. E também a tensionar e distender. Cansar e relaxar. Terminar e recomeçar.
Se fosse receita de bolo assim, até que era fácil, né? Aí vem a vida e desmantela geral, e lá vamos nós tentar arrumar tudo e correr atrás do prejuízo, velocidade The Flash. Mas muita calma nessa hora, meu amigo, que o negócio é tentar se achar na bagunça pra conseguir se levantar e andar de novo, um passinho de cada vez.
É o uso do tempo com maestria que faz com que a gente chegue mais rápido onde se quer chegar. Seja mais perto de um amor, da família, dos amigos, de um emprego novo ou de qualquer outro lugar onde ainda não se foi, mas é só uma questão de tempo. O tempo, essa espécie rara em extinção, esse recurso natural
não-renovável. Preserve o seu.
O tempo é como ticket de estacionamento: facinho de se perder. O tempo parece táxi naquele dia em que você está atrasado: nunca para. O tempo não se apaga, a não ser que você capriche no botox. O tempo traz consigo o benefício da dúvida e da surpresa, mas uma coisa é certa: toda realização pressupõe partida e chegada. É só ter paciência com o tempo da viagem.














Ah, gostei que só. Tava faltando essa coisa pessoas&sentimento no A Prancheta. Bem-vinda, Flavinha!