Da ficção científica de Resident Evil à carga de realidade assustadora de The Walking Dead, os zumbis nunca foram tão explorados pela cultura pop. Seja na TV, no cinema ou nos games, um aspecto é comum a qualquer representação dos mortos-vivos: eles são asquerosos. De verdade. Asquerosos o suficiente para apenas despertar medo e nojo nas pessoas. Mas não em todos…
Se você achava o cúmulo a retratação dos vampiros na Saga Crepúsculo, meu amigo, prepare-se. O autor Isaac Marion nos presenteia com o inimaginável romance entre um zumbi e uma garota viva no seu livro Sangue Quente (Warm Bodies, no original). E não para por aí! Não sendo suficiente colocar o assunto em pauta, a história vai virar filme, trazendo Nicolas Hault (Skins, X-men: First Class) como protagonista, numa adaptação de Jonathan Levine, prevista para fevereiro de 2013.

R, nome do moribundo sem memória e cheio de amor para dar, ao devorar o cérebro de um jovem humano, experimenta suas sensações e lembranças, ficando fascinado pela figura de Julie, sua namorada. Ao encontrá-la e salvá-la da morte iminente, decide, obviamente, viver esse amor. Ele decide, ainda, parar de se alimentar de carne humana, sendo o primeiro zumbi vegetariano de que se tem notícia. Não tá fácil para ninguém, né?
Passando o primeiro impacto da bizarrice (não me condenem, por favor), há de se destacar, entretanto, alguns pontos de originalidade na abordagem de Marion. Até agora, toda e qualquer história sobre zumbi sempre focou nos humanos; entender os “sentimentos” das criaturas, ninguém nunca se propôs a fazer. Ok, alguns podem lembrar de “Gay Zombie”, hilário, por sinal, mas o propósito do filme era completamente diferente.
Não vale dizer que cogitar que um morto tenha sentimentos por si só é absurdo porque, pelo menos para mim, só o fato de eles andarem já é surreal demais. Ora, se aceitamos que os zumbis têm discernimento para distinguir um humano de uma árvore, isso dá margem para explorar outros aspectos de sua existência, certo?

É claro que tenho receio sobre a abordagem da história, que tem todo o potencial para se tornar o mais novo blockbuster adolescente e nada mais, mas confesso que dou meus créditos à ousadia da investida. Não sei se é o caso de Sangue Quente, mas só a ideia de uma narrativa contada através da perspectiva de um zumbi me parece bastante interessante. Além disso, há de se destacar que o vilão do filme (sim, ele é vilão porque quer matar zumbis) será interpretado por John Malkovich.
Se R vai ser o mais novo Frankenstein ou mais um Edward Cullen, ainda é muito cedo para afirmar. A certeza, por ora, é que essa pré-estreia eu não vou perder de jeito nenhum.














Coxinhalizam até zumbi.