Eu amo uma mulher. Pronto, falei. E a amo por causa de uma ação específica. Outras descobertas que foram surgindo após esse primeiro contato foram apenas um bônus para que a chama da paixão permanecesse acesa e renovada.
A mulher? A cineasta espanhola Isabel Coixet. A tão ação? O filme Minha vida sem mim. Desde a primeira vez que assisti ao longa fui tomada por uma mistura de sentimentos que reaparecem sempre que o assisto novamente. Eu simplesmente não consigo permanecer indiferente diante da tela.

No momento estou fazendo um trabalho sobre esse mesmo filme para a conclusão da pós-graduação. Por isso, tenho retornado a ele com frequência e, a cada encontro, novas e velhas emoções. Ao final de cada sessão, certa melancolia. Um misto de tristeza e vontade de viver.
Durante esse processo encontrei um vídeo, em espanhol, de apresentação sobre a diretora. Um autorretrato realizado para um programa de televisão no qual ela lista coisas de que gosta e também de que não gosta. Achei tão bonito e delicado, assim como seus trabalhos costumam ser:
Isabel Coixet – Autorretrato – Carta Blanca.
Gosto especialmente dos seguintes trechos:
“Gosto de ler. Gosto de piscinas vazias. Gosto de ler ao lado de uma piscina vazia.” Esse, por ressaltar a beleza que vive nos detalhes prazerosos. Eu, por exemplo, gosto de ficar em um café aconchegante acompanhada de um livro e de um capuccino quente. Felicidade simples.
E também:
“Gosto dos filmes que ficam dentro de você e não te deixam nunca”. Porque há certos filmes que realmente ficam para sempre.
Uma apresentação simples. Quem sabe alguém mais se apaixona também? Afinal, esse tipo de amor a gente tem mesmo é que compartilhar.
Fica ainda a dica para o curta 10.000 árboles.
PS) Quem sabe depois desse post o chefe, Eduardo Rocha, tenta ver Minha vida sem mim novamente e se deixa levar?
* Isabel Coixet também dirigiu Fatal (Elegy / 2008) e A vida secreta das palavras (The secret life of words / 2005)















Eu juro que vou tentar assistir de novo. Dessa vez acordado. :P