A partir de hoje, a coluna Café com Cigarro tem mais uma nova seção: Enquanto isso na Sala de Cinema…
Busca a aproximação do Café com Cigarro com filmes que acabaram de estrear nos cinemas do Brasil, e com isso criar um diálogo mais atual. Serão pequenas resenhas, feitas basicamente para guiar nossos leitores. É isso, vamos a nossa estréia.
Em 2003, o cineasta Todd Phillips roteirizou, dirigiu e ainda fez participação em umas das minhas comédias preferidas: Dias Incríveis. O seu humor adulto (não significa sério), sem limites e repleto de referências a cultura pop são os elementos ideais quando combinados com atores que prezam por liberdade artística e a possibilidade de improvisações. É notório em suas obras essa parceria e respeito com o comediante na busca do timing cômico perfeito. “Dias Incríveis” conta história de amigos que decidem reviver os tempos de faculdade criando uma fraternidade. E aparentemente esse é o tema principal de suas histórias: A Fraternidade; o laço de amizade entre os homens. Caindo na Estrada, seu primeiro longa de ficção, o já citado Dias Incríveis, a adaptação do seriado “Starsky & Hutch”, o fraco Escola de Idiotas, e o ganhador do Globo de Ouro de Melhor Comédia “Se Beber, Não Case!”, e o motivo dessa resenha, a sua continuação, “Se Beber, Não Case! – Parte II”, são todos ambientados em uma mesma temática, a relação de amizade entre homens. Uma temática que virou mote nas comédias recém lançadas. “Eu Te Amo, Cara!”, “Superbad” e “O Virgem de 40 Anos” são alguns exemplos que permeiam esse tema, aparentemente o produtor/roteirista/diretor Judd Apatow também é admirador das idiossincrasias do universo masculino. E nada melhor que a expressão desse vinculo do que uma Despedida de Solteiro.
O primeiro “Se Beber, Não Case!” alcançou um status extraordinário, recebeu prêmios – algo um tanto inesperado para o tipo da comédia, revelou novos talentos, e claro, arrecadou mundo afora um total de 470 milhões de dólares. E com esse gabarito todo, nada mais plausível do que a realização de uma continuação o mais rápido possível. E Todd Phillips em “Se Beber, Não Case – Parte II” foi inteligente suficientemente para não alterar em nada a estrutura narrativa do primeiro filme. Continuamos com uma despedida de solteiro – a diferença é o lugar realizado, e Bangkok surge como ótima alternativa para Las Vegas, a mesma noite sem lembranças e a mesma estrutura de investigação. E claro, os mesmos personagens aloprados e sem limites: Phil (Bradley Copper), Stu (Ed Helms) e Alan (Zach Galifianakis), entre tantos outros que retornam a essa segunda aventura.
Esse “bando de lobos” e suas aventuras se mostra tão afiado e hilário quanto o incidente em Las Vegas, e a repetição dessa história não incomoda, exatamente por querermos vê-los em uma situação tão parecida ou mesmo idêntica àquela que vimos dois anos atrás. E se tudo permanece parecido, por que não a diversão?















já marquei para ver hoje o/
morri de rir com o primeiro.