Michael Bay possui uma capacidade infindável de criar filmes idiotas, e sinceramente acho que o diretor atingiu o seu ápice de destruição sem sentido, diálogos criados por crianças de cinco anos de idade, e planos esquizofrênicos que não duram 3 segundos. Em “Transformers – O Lado Oculto da Lua” o filme abusa de clichês e motivações sentimentalóides, personagens rasos (incluindo aqueles que são consideradas de uma raça superior) e argumentos dos mais estúpidos. Nada de novo! Na verdade, os planos aumentaram de 3 para 5 segundos, por causa da tecnologia 3D que necessita de um tempo de tela. Mas tirando isso, essa figura e queridinho dos estúdios continua o mesmo, e continua evidente a sua incapacidade de dirigir uma cena por completo, já que ele apenas a constrói na sala de edição, buscando a velocidade dos cortes como forma de esconder sua falta de habilidade por trás das câmeras. E isso é visto em Bad Boys I e II, Armageddon, Pearl Harbor, A Ilha, e na franquia Transformers.
Dessa vez, apostando na tecnologia em 3D, a sua megalomania atingiu níveis extraordinários. O filme inicia com a guerra travada entre os Autobots e os Decepticons em Cybertron, e não tenha dúvida que o 3D nos leva a um universo diferenciado. Apostando muito mais na profundidade do que “coisas que são jogadas na sua cara”, o 3D do filme é bastante satisfatório, mas cansa logo que a sensação de novidade se acaba. E mesmo essa batalha em Cybertron, nada mais é que um grande vídeo game, como se estivéssemos em um parque de diversão.
O filme apela para conspirações internacionais, utilizando a história recente como participante dessas conspirações, e que de secreta não tem nada, já que todo mundo sabe e comenta sobre. Além de que o diretor sempre encontra espaço para demonstrar seu americanismo exacerbado, nos lembrando sucessivamente que os Autobots estão do lado do EUA contra seus inimigos – incluindo até uma cena dos carros entrando em uma base árabe – o que não faz o mínimo de sentido visto que o Optimus Prime – líder do Autobots – continuamente declara – em forma de livro de auto-ajuda – o seu apoio à raça humana e aos habitantes do planeta Terra.
A única coisa que funcionava no primeiro filme era o carisma e o “time” cômico do seu protagonista vivido pelo Shia LaBeouf, algo que não volta acontecer. A repetição das suas gags visuais cansa, e o seu senso de humor (e de todo o filme) é completamente boicotado pelo roteiro, visto que o mesmo nos trata como idiotas lambuzados por pipoca e refrigerante (e o que não deixa de ter um fundo de verdade).
O maior problema de “Transformers – O Lado Oculto da Lua” é a certeza que este irá render centenas de milhões de dólares aos seus realizadores, e conseqüentemente o diretor Michael Bay continuará sendo responsável por inúmeras outras idiotices exibidas nos cinemas.















O pior é que se você for ver uma entrevista do Michael Bay dá pra perceber que ele é meio megalomaníaco mesmo.