Fora serem impagáveis quando estão em cena ou por trás dela, o que Hugh Laurie, Jeff Bridges e David Lynch têm em comum? Os três aproveitaram o auge da carreira cinematográfica ou televisiva e se entregaram ao mundo da música, lançando álbuns solo.
E cá estou eu falando de uma área sobre a qual tenho apenas muito “bom gostismo”, aquela coisa que todo mundo acha que tem. Mas como boa consumidora de cinema e séries de TV, me senti na responsabilidade de registrar o movimento. Lógico que, sendo fã dos dois atores e do diretor, dei o primeiro play nas músicas gostando 50% com expectativa de completar a porcentagem. Afinal, tudo que eu assisti com a assinatura deles me conquistou de uma maneira que basta o nome para me chamar a atenção, mesmo sendo uma nova empreitada artística.
A estreia musical que menos me surpreendeu foi a de Hugh “House” Laurie, pois na série, cuja sétima temporada terminou há pouco, o médico frequentemente aparece tocando piano, escutando um jazz ou música clássica, abraçado com discos em vinil, citando referências. Numa entrevista, soube que isso era forte influência da formação musical do ator sobre o personagem. Eis que ele gravou o disco de blues Let Them Talk, onde canta e toca. O vídeo de introdução abaixo dá uma ideia do que é o trabalho. Particularmente, adoro escutar After you’ve gone e Swanee river. O disco surgiu seguido do documentário Down by the river, uma jornada de Laurie por New Orleans, explorando as rotas do blues do jazz.
No caso do eterno Dude, a estreia é com o álbum Jeff Bridges, no auge dos 62 anos. Certamente ele se animou depois de ganhar o Oscar, em 2010, de melhor ator com Coração Louco, onde interpretou um músico country decadente. Na trilha sonora do filme, inclusive, ele dá conta de algumas músicas. Pelo single What a little bit of love can do, vem coisa boa por aí, nessa voz rouca de velho bêbado e decadente – esse papel que ele sempre interpreta.
Quando vi a notícia de que David Lynch tinha lançado um álbum, aí sim eu me espantei. Afinal, ele é o diretor de um dos filmes que mais me sequelou em todos os tempos: Cidade dos Sonhos. Assisti várias vezes e ainda hoje me pergunto o que queria dizer uma ou outra cena, se é que tinha algo a ser dito. O nome dele me faz esperar algo louco, pesado, misterioso, parece sempre que estou absorvendo mensagens subliminares.
Novembro é o mês de lançamento de Crazy Clown Time, mas dois singles já estão circulando: I know e Good day today. Pela primeira música, acho que esse álbum vai atender às minhas expectativas: música para inquietar. Se você assistir ao clipe, vai entender o que eu quero dizer.















Adorei o post e gostei das músicas de Laurie e Lynch. Vou atrás para ouvir mais.