Em 2008, Matheus Souza, ainda estudante de Cinema da PUC-RJ, decidiu que a melhor forma de aprender sobre cinema é fazendo. Orçado em algo em torno de 8 mil reais, o diretor de primeira viagem baseou-se em cineastas como Quentin Tarantino, Kevin Smith e muitos outros que tiveram tremendo sucesso com seus primeiros trabalhos (Cães de Aluguel e O Balconista, respectivamente) e com isso deram inicio a uma carreira de sucesso.
Claramente um filme pessoal, praticamente autobiográfico, “Apenas O Fim” consegue conectar-se a um espectador que raramente é retratado: a juventude de classe média. Abusando das referências Pop (de Star Wars a Godard, de Strokes a Transformers) e dos diálogos dinâmicos, o filme passa uma sensação de atualidade, como se toda aquela história ou já foi vista, ou já foi participada. Contando com dois protagonistas antagônicos e que através do dinamismo do texto deixa a relação dos dois sempre interessante, e que através de inserções de momentos do passado consegue conectar qualquer um que já passou por essa montanha russa chamada relacionamento.


Ela gosta de música brasileira. Ele prefere as letras ininteligíveis de Bob Dylan. Ela gosta de sushi. Ele não suporta o cheiro. Ela não lembra o nome dos filmes. Ele adora saber as respostas. Ela se preocupa com o futuro. Ele acha que o futuro não pode ser pensado no presente. Ela é direta. Ele é analítico. Ela busca respostas. Ele não as tem. Ela é apaixonante. Ele se apaixona toda vez. Ela vive com frio. Ele sempre reclama do calor. Ela é racional, quando quer. Ele finge ser. Ela é emocional, às vezes. Ele é sempre. Ela canta Roberto Carlos com intensidade. Ele adora ouvir. Ela às vezes ri sem achar graça. Ele sabe quando isso acontece. Ela não gosta de gargalhada. Ele sempre ri mais alto. Ela é menina-mulher. Ele é homem-menino. Eles viveram momentos incríveis, puderem se apaixonar inúmeras vezes mas o fim é apenas o inicio de uma nova jornada.
Os personagens transcritos acima não são os do filme, mas bem que poderiam ser.














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