Antes de tecer os comentários sobre os filmes de ontem, gostaria de dizer que tive o prazer de assistir a todos os filmes ao lado da nossa leitora Josy que se mostrou uma simpatia, algo não tão diferente do que ela demonstra todos os dias aqui n’A Prancheta. Então, vamos aos filmes:
Dia 27.04.10 – Dia 2

Corpo Urb (Digital, Ficção, Direção: Mariane Bigio ,10’ 46”, PE): Baseado em um poema escrito pela própria diretora do filme, Corpo Urb tem início de uma forma extremamente satisfatória, onde compõe imagens muito bem trabalhadas juntamente com uma trilha sonora dramática e impactante. Durante um bom momento comparei essas imagens a um espetáculo de dança contemporânea. Mas tudo ser perdeu. Como falei inicialmente, o filme baseia-se em um poema, e este é narrado durante todo o curta. O que acontece é que essa literalidade da adaptação deixa confuso e simbólico demais. O que poderia ser um filme com imagens interessantíssimas se tornou em um filme típico “de CinePE”. 2/5

Eu Queria Ser um Monstro (Digital, Animação, Direção: Marão ,8’, RJ): Utilizando com categoria a linguagem de Stop Motion, o filme possui uma história adequada, uma ótima dublagem e efeitos criativos. Contando a história de um garoto que sonha em ser um monstro (intercalando este com animação 2D), o filme é simples mas bem estruturado e foca numa convivência familiar a partir dos olhares da criança. (O filme foi exibido duas vezes por problemas técnicos. Durante o filme o áudio sumiu inúmeras vezes.) 3/5

O Divino, de Repente (35 mm, Animação, Direção: Fábio Yamagi , 6’ 20”, SP): Mais um filme sobre um sertanejo, ou homem do povo, que possui um carisma para contar histórias. Pensei. Diferentemente do filme “Lá Traz da Serra” exibido ontem, o diretor é suficientemente inteligente para criar uma releitura desses filmes já tão assistidos. Ubiracy Crispim de Freitas, mais conhecido como Divino é um repentista e durante todo o filme nos presenteia com seus versos. A diferença é que o diretor utiliza outras linguagens como animação e seqüências fotográficas (idéia do próprio Divino) para contar os repentes do cantador. Infelizmente, Divino fala muito rápido e fica bem difícil de entender o que ele fala. Bem que o filme poderia ter as legendas que foram mal utilizadas em “Lá Traz da Serra”. 3/5

Senhoras (35 mm, Ficção, Direção: Adriana Vasconcelos, 10’ 30”, DF): “Na véspera de nada. Ninguém me visitou”. São com esses versos de Fernando Pessoa que o filme se inicia, e com certeza tem relevância para os acontecimentos seguintes. Mas “Senhoras” não consegue criar um interesse por aqueles personagens e aborda a situação das duas senhoras de uma forma extremamente óbvia. As composições de cena são limitadíssimas, chegando a criar planos que determinavam o que aconteceria segundos após. Basicamente o filme dependia do seu ato final. Só que para o desfecho ter algum impacto, a história deveria ter se conectado com espectador, algo que não aconteceu. 2/5

Cinema de Guerrilha (35 mm, Documentário, Direção: Evaldo Mocarzel, 90’, SP): “A elite abre o caminho e a periferia realiza”, diz um dos personagens. E é exatamente disso que o documentário trata. A aproximação da comunidade na realização da arte e da cultura. O filme acompanha pessoas que através do mesmo projeto puderam ter esse contato com o cinema e que agora tentam repassar os ensinamentos a outros jovens de comunidades diferentes realizando oficinas de audiovisual. Interessante desde o início, basicamente por ter personagens inteligentes e sempre com algo a dizer, o documentário explora ao máximo a condição dessas pessoas quererem dizer algo, mas que não possuíam as ferramentas adequadas. E o filme consegue abordar que o cinema é uma dessas ferramentas. Infelizmente, o documentário é em vários pontos muito disperso, me parecendo que o próprio diretor ficou tão encantado com as imagens captadas que não conseguiu podá-las de uma forma que deixasse o filme mais enxuto e com isso mais eficiente. 4/5

O Homem Mau Dorme Bem (35mm, Ficção, Direção: Geraldo Moraes, DF): Quando o filme chegou ao seu final, a primeira coisa que me veio à mente era que o argumento daria um ótimo curta-metragem. E com certeza isso não é um elogio. Claramente encantado pela sua história, o roteirista impõe uma narrativa não linear (que parece mais um flashsideways a la Lost.) sem sentido algum. Dependente ao extremo do seu ato final, o filme tenta preparar a tal revelação final sem sucesso algum já que esta fora descoberta meia hora antes do filme acabar. Com personagens paralelos inúteis e motivações inconstantes, o filme se torna arrastado e sem sentido. 2/5














como é teu nome?=D como sempre estou aqui para arretar!menino..foi tudo muito divertido…e olha q ontem não foi o melhor dia do cine pe.ave maria,os filmes não me deram nenhum gosto d viver.eram bons pela metade.só nos restou criticar,hehehe.essa do lost,realmente,falei logo p Rick: “ta parecendo q são imagens de dois filmes diferentes.” o documentário ” cinema d guerrilha” abordou um tema bem legal,mas foi ficando tão longo..tão chato q todo mundo tava saindo da sala.como a minha curiosidade é grande,fiquei lá p ver no d dava,aí depois foi ficando mais interessante.agora vou t contar,aquele último longa….nãããããão..tinha tudo p ser filme legal e o cara estragou a surpresa do fim!como é q pode??eu heim!!