Pra alegrar o nosso dia. Dica de Marina Pontual – Modela e Blogueira hauhauha :)))

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Carta aberta à Canon
Você é bombardeado a todo momento na internet por vídeos belíssimos, com cores surreais e desfoques de chorar. Alguns deles até têm uma boa ideia por trás. Aí você descobre que tudo isso é feito com as câmeras fotográficas profissionais da Canon, que agora também filmam. É a sua chance e você junta seus trocados para importar ilegalmente dos EUA. Aí sua câmera chega e as coisas não parecem assim tão simples. Você até consegue desfocar aqui e ali, mas no geral fica tudo meio patético. Afinal, a câmera não faz nada sozinha, né? Precisa de você. Indignado? Então se delicie com esse belo protesto, mas não tente fazer outro em casa.
PS: Se você é daqueles que pega a câmera e deixa lindas suas ideias geniais, assista mesmo assim.
Tiger in a Jar

Há quem discorde que a culinária seja uma forma de arte. Eu, definitivamente, não pertenço a esse grupo. Vejo a culinária popular do dia-a-dia como um dos nossos mais importantes produtos culturais, mas encaro a arte um pouco além disso. A experimentação e a criação de novas receitas, seja por um chef ou por um jovem recém casado, leva a uma experiência diferenciada, com um resultado que – parafraseando nossos artistas de hoje – bem poderia terminar numa tela, mas acaba num bolo.
Com total percepção da beleza de todo esse processo e numa tentativa de tornar as coisas do dia-a-dia menos ordinárias, a produtora de filmes Tiger in a Jar, do casal Matt e Julie Walker, vem eternizando receitas em imagens sublimes, que nos dão vontade de correr para a cozinha, e não para a mesa. Os vídeos ainda contam com uma direção de arte impecável. Os objetos são lindos, a cozinha é incrível e ainda tem letterings interagindo com as imagens em perfeita harmonia.
Seu primeiro vídeo é uma receita de bolo de beterraba e é o melhor dentre os dois já disponíveis. Quase dá pra sentir a farinha entre os dedos.
O mais recente foi criado para a revista Kinfolk e é uma bela e fresca salada de aspargos. Nunca pensei que um limão espremido poderia ser tão bonito.
Dica de Maria Eduarda Buarque.
Fantasma Versátil

Não é exatamente hip hop. Nem grime, nem dub, nem indie. Ghostpoet é tudo isso ao mesmo tempo. Inglês de raízes nigerianas e dominicanas, Obaro Ejimiwe faz bem aos ouvidos de quem gosta de sons esfumaçados com um pé na eletrônica. Coisa do tipo Massive Attack e Tricky. Seu álbum de estréia, Peanut Butter Blues & Melancholy Jam, foi incensado pela imprensa musical britânica e tem lugar garantido na minha lista de melhores do ano.
Obaro é dono de uma voz especial. Com um flow sonolento, grave, de divisões pouco usuais (talvez por conta da língua plesa). Algo próximo ao spoken word de Gil-Scott Heron, que soa ao mesmo tempo estranho e atraente. A banda enxuta (apenas guitarra, synth e bateria) cria bases minimalistas que não se prendem a um único estilo. O primeiro single “Cash And Carry Me Home” é meio dubstep e fala sobre preocupações existenciais que surgem em situações de excesso alcoólico.
A última faixa do disco, “Liiines”, é o segundo single. Ouvindo os dois na sequência dá pra sacar como Ghostpoet é versátil. Aqui a parada é mais rock, com bateria orgânica e guitarras distorcidas. O que dá a liga é mesmo a voz. Nos dois clipes rola um cuidado na direção de arte, onde a sutileza vale mais que a pirotecnia. O making of de “Liiines” segue logo abaixo do clipe. Pra baixar o disco é só clicar aqui. Clica logo e para de reclamar que não tem nada de novo rolando na música.
MOVE, EAT, LEARN


3 amigos, 44 dias, 11 países, 18 voos, 38 mil milhas, um vulcão em erupção, 2 câmeras e quase um terabyte de filmagens resultaram na incrível série de vídeos Move, Eat, Learn.
Não é apenas mais uma compilação de viagens, é realmente genial, especialmente o MOVE. O conceito por trás de tudo já é bem legal, mas é a perfeita sincronia entre a edição ousada e a mixagem de som que torna tudo tão sensacional e inspirador. Todo o processo foi certamente uma experiência única na vida de Rick Mereki, Tim White e Andrew Lees e essa sensação está presente em cada minuto.
Coloque em tela cheia e boa viagem.
Dica de Marina Pontual.
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A Prancheta é um projeto de Eduardo Rocha, criado em fevereiro de 2008. Atualmente conta com 15 colaboradores gerando conteúdo diariamente pra vocês.

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