Primeira vez postando num blog na vida (obrigada Duda, mais uma vez, pelo convite :D). Acho que no mínimo, deveria começar explicando o nome Bling Bling. Afinal, as pessoas quando se conhecem se apresentam e, mesmo que não queiram, mandam um “muito prazer” mesmo não tendo prazer nenhum. Espero que vocês tenham um prazerzinho mínimo nesse post.
A gíria bling bling faz referência ao estilo que se caracteriza pelo uso de muitas joias e acessórios reluzentes. Bling bling seria o “sonzinho” da luz refletindo na pedraria. Chique neh? O estilo, antes popular entre os rappers e hip hop artists, hoje se espalhou mundo afora. Eu, como uma accessories freak, não vou mentir que adoro um brilhinho, ou na gíria: ice.
Aliás, garotas de uma maneira geral adoram. Seja no dedo, no brinco ou na barra do vestido. Mulheres amam joias e brilhos. Tem para todos os gostos. A indústria do consumo atenta às necessidades inerentes ao gênero, varia seu cardápio de produtos para atender a todas as consumidoras (e consumidores, por que não?) ávidos por ice. Não é raro ver versões de acessórios, até então comuns, “trabalhados na pedraria”: das populares capinhas de celular aos caríssimos Louboutins, tudo pode ser mais reluzente. A Swarovski fez uma carreira inteira se associando a grandes marcas e lançando versões bling bling dos mais variados produtos.
Brilhar é aparecer duas vezes mais. A Absolut, total seguidora de tendências, criou há algum tempo atrás a Absolut Bling Bling :) Que deli, neh? A versão limitada da vodca chegou às prateleiras numa embalagem douradíssima bombando geral a concorrência. Acompanhando o lançamento da golden bottle, a marca também lançou um curta bem simpático explicando a origem do bling bling :) Vale a pena conferir.

Provando que a febre do bling bling não está restrita aos humanos, o fotográfo dinamarquês Torkil Gudnason também resgistrou alguns animais na melhor gangsta vibe.



O bling bling style of life está diretamente associado à riqueza. Remete ao ouro, pedras preciosas e artigos de luxo muito cobiçados e pouco acessíveis. No clássico “Os Homens Preferem as Loiras“ de 1953, Marilyn Monroe rodopia pelo salão na icônica sequência que mostra que para algumas mulheres ice is better than love. Na cena em questão, a loira é cercada por vários homens que lhe oferecem “amor”, mas que em meio a tantas recusas (“No, no, no, no, no!!” esperneia ela) acabam por oferecer joias, muitas joias. “Diamonds are girls’ best friends” afirma Marilyn. Tudo bem que Marilyn morreu sozinha, meio que abandonada e deprimida, mas morreu riquíssima.
Para as reles mortais como nós, que dificilmente terão um solitário Tyfanny’s no dedinho anelar (os da Harry Winston também são um escândalo), existem outras maneiras de incorporar um bling bling na vida cotidiana. Erica Domesek, do PS. I made This, tem umas receitinhas básicas de como dar aquela levantada no visu sem precisar gastar muito.



Pra quem prefere só admirar a beleza das joias e sonhar beeemmm alto, o site da Harry Winston tem um design bem bonito. Vale a pena conferir só pelo layout e quem sabe dar aquela cutucada no maridão pra ganhar uma versão mais acessível. Num mundo em que as relações são cada vez mais curtas e efêmeras, o bling bling cai bem. Diamonds are forever, queridas.



























































