
Depois de ler no Colherada Cultural sobre a chegada da série Web Therapy à televisão (Showtime) após três bem sucedidas temporadas na internet me animei em conferir os episódios.
A série apresenta Fiona Wallice (Lisa Kudrow, a Phoebe de Friends) como uma terapeuta, digamos, excêntrica que desenvolve um método particular que leva o nome da série. A proposta é abandonar os encontros de 50 minutos propostos pelos terapeutas convencionais para realizar sessões de apenas três minutos por meio de uma webcam. Assim ela acredita que bobagens como sentimentos e sonhos serão deixados de lado e que, levando em consideração o tempo limitado, os pacientes irão direto ao assunto.
Ok, a verdade é que quando decidi conferir a série a ideia era ver apenas alguns episódios para ter uma noção do todo, mas depois que comecei a acompanhar não consegui parar até ter assistido às três temporadas. É muito boa!
O formato é simples: Fiona está diante da tela do seu computador e o seu respectivo paciente está diante do seu. Os capítulos se desenvolvem basicamente entre as conversas dos dois. Não há muita movimentação de câmera e não se exploram diferentes cenários além dos apresentados por cada paciente. A ideia é mesmo refletir a situação de uma conversa via webcam.

O interessante é que a linguagem, a narrativa e a proposta vão se desenvolvendo de temporada para temporada. A primeira e a segunda contam com 15 episódios e a terceira, com 18. No início cada episódio varia de três a cinco minutos e a temporada se divide em tratamentos específicos. Cada paciente tem direito à três episódios através dos quais desenvolve suas questões. Na segunda temporada o esquema dos três episódios por cliente se mantém, mas a vida pessoal de Fiona passa a entrar mais em evidência. A partir da terceira a série cresce um pouco mais. Os episódios ficam maiores – com até 15 minutos de duração – e não há mais a obrigatoriedade de três episódios por paciente. Os personagens aparecem, somem e, mais na frente, voltam a aparecer ganhando outro contexto e aprofundando questões abordadas anteriormente. Aqui a vida pessoal da terapeuta se torna o foco da série e o espectador se envolve com diversos aspectos da vida dela.
Nomes como Courtney Cox (a Monica de Friends), Jane Lynch (a Sue de Glee), Meryl Streep e Julia Louis-Dreyfus (a Christine de The new adventures of old Christine, aqui como a irmã de Fiona que também é terapeuta – ótimo!) passam pelo seriado que aposta muito na química entre os atores e na capacidade cômica de cada um.


Fiona é uma mulher extremamente contida que se mostra fria e calculista no decorrer da série. Enquanto terapeuta está sempre mais preocupada com os seus próprios interesses do que com seus pacientes. É preconceituosa, desatenciosa, impaciente, ambiciosa e manipuladora, mas seu método acaba se mostrando eficiente em diversos casos. Uma personagem politicamente incorreta que encanta pela ironia e pelo humor.
Uma boa pedida que sopra ar fresco nas queridas séries. Que venham mais temporadas!
Para conferir basta clicar aqui. Lá você também vai encontrar making ofs bem legais.