Aqui começa a linha do tempo do ano novo.
E você, começa por onde?
”Pelos sonhos”, diria um visionário.
”Pelas metas”, diria um pragmático.
”Pra quê começar?”, diria um cético.
”Que tal pela faxina da festa de Reveillon?”, diria Dona Creuza.
A gente sempre tende a priorizar uma área da vida, seguir afobado por ali e esquecer do restante. E o que a gente esquece é que o tempo já vem fracionado em anos, meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos exatamente para nos ensinar a dividir. A partilhar a nossa atenção entre tudo o que é importante de verdade e a separar em etapas a dedicação para alcançar cada objetivo. E também a tensionar e distender. Cansar e relaxar. Terminar e recomeçar.
Se fosse receita de bolo assim, até que era fácil, né? Aí vem a vida e desmantela geral, e lá vamos nós tentar arrumar tudo e correr atrás do prejuízo, velocidade The Flash. Mas muita calma nessa hora, meu amigo, que o negócio é tentar se achar na bagunça pra conseguir se levantar e andar de novo, um passinho de cada vez.
É o uso do tempo com maestria que faz com que a gente chegue mais rápido onde se quer chegar. Seja mais perto de um amor, da família, dos amigos, de um emprego novo ou de qualquer outro lugar onde ainda não se foi, mas é só uma questão de tempo. O tempo, essa espécie rara em extinção, esse recurso natural
não-renovável. Preserve o seu.
O tempo é como ticket de estacionamento: facinho de se perder. O tempo parece táxi naquele dia em que você está atrasado: nunca para. O tempo não se apaga, a não ser que você capriche no botox. O tempo traz consigo o benefício da dúvida e da surpresa, mas uma coisa é certa: toda realização pressupõe partida e chegada. É só ter paciência com o tempo da viagem.
Prepare-se para vomitar. Eu quase, duas vezes. Acabei de me arrepender de ter aceito escrever sobre Halloween… Se você não tem estômago forte ou simplesmente acha que o mundo é perfeito e as pessoas são, ou pelo menos tentam ficar lindas, pare AGORA de ler esse post. Vamos falar de um tipo de gente, que nem devia ser considerada mais gente de tanta subversão. Vou comecar de leve, mostrando, na verdade, o único caso que melhorou depois das transformações. Depois vou piorando, gradativamente, que nem aquela musica do Créu. Preparados?
Todo mundo já deve ter ouvido falar no Zombie Boy. Antes de virar uma caveira ambulante FASHION ele era um caveira ambulante SEM TETO. Morria de fome e de frio pelas ruas do Canadá. Lógico, quem é que vai alugar um apartamento para um cidadão que tem uma mosca pregada na massa encefálica? Quem é que vai dar um emprego a um doido que sorri de boca fechada? NINGUÉM. Sorte dele ter sido achado por Nicola Formichetti (cabeça pensante de Lady Gaga e Fashion Director da Mugler… uiaaaaa). Rick Genest (nome verdadeiro do moço) fez a Griselda, ganhou na Loto e agora está todo metido.
A história que eu li era que ele devia mais de 20 mil dólares. O tal do Nicola pagou todas as dívidas dele e botou o menino para modelar pela Mugler e fazer carão com Lady Gaga. Mas olhe, verdade seja dita, não sei se é esse Nicola que opera milagres, mas ele ficou mais bonito depois das tatuagens. Olha essa propaganda de uma linha de maquiagens para cinema:
Bem normalzinho, né?! Não causa nenhuma comoção, chega dá pena, rapaz. Ia passar por você na boate e você nem tchum.
Passado o único bom exemplo do dia, vamos ao que interessa: assustar. Maria Jose Cristerna: com esse nome ninguém acha nada demais… Advogada, mãe de 4 filhos, ia passar despercebida, não era? QUE PENA! Essa moça, de uma família extremamente religiosa, chegou um dia em casa assim:
LINDA E GÓTICA. Lógico que foi excomungada, tendo que assumir o nome de Mujer Vampiro (mode sua origem mexicana). Nada que vocês estão vendo é fake. Ela, realmente, tem esses chifres de titanium na cabeça, mandou mudar a cor do olho (não é lente não, viu Luaninha? É operação de pigmentação de íris) e fez a Lindsay Lohan ao contrário no dentista. Ela removeu totalmente a sobrancelha e usa essa maquiagem (na boca e no contorno dos olhos), que já poderia ter sido tatuada há muito tempo. Sei lá, né?! Vai ver ela não gosta de maquiagem. Talvez para não enjoar… Na minha terra, aprendi que vampiros são sexys e envolventes. Tem alguma coisa muito estranha com as fábulas mexicanas. Eu juro que vou ter pesadelo. Não aguento mais olhar para essa foto. Próximo.
Falando na minha terra, achei uma brasileira nesse show de horrores. Ela levou a frase “brasileiro não desiste nunca” to a whole new level. Só vai desistir quando a cara dela cair ou quando enferrujar… Estou falando de Elaine Davidson. A mulher com a maior quantidade de piercings no mundo (não fui eu quem disse não, foi o Guinness World Records mesmo). Da última vez que contaram ela tinha 6.925 espalhados pelo corpo todo. Eu disse, PELO CORPO TODO. Sim, é lá mesmo que eu estou falando… De acordo com o Wikipedia, ela é casada (WHAT!? Quem quis, meu Deus?), tem uma loja de aromaterapia e mora na Escócia. Eu tenho para mim que é tudo fachada. Ela deve ser algum tipo de Pokémon evoluído daquelas ciganas do Mercado Modelo de Salvador. Olha ela aqui querendo ler tua mão:
Vocês já ouviram falar em escarificação? Pois é, voltou com tudo! É chique e tá na moda. Os índios africanos, pobrinhos que só eles, sem dinheiro para comprar tinta se cortavam e se queimavam para que a cicatriz ficasse como uma tatuagem. O nome disso agora é Human Branding (uiaaaaaa) e tá bombando, olha só:
Minha tia tem uma brilhante teoria. Isso tudo é coisa de gente sem autoestima. Eles preferem se enfeiar para trocar a palavra feio por excêntrico. Depois de tudo isso achei lá no Vice, um bando de japa que acha legal injetar soro fisiológico na testa para ficar mais bonito, nos termos desse post… Olha como fica O DEZ, como diria minha mãe:
Bom, pelo menos esse não é permanente, né?! Boa noite crianças. Durmam com os anjos. Duvideodó! Hahahahhaha
Depois de muita espera e especulação, temos as grandes vencedoras da Promô Bling no Miúdo, Bling na Monga :)) Que rufem os tambores customizados!
Numa ação do stand da Prancheta no festival No Ar Coquetel Molotov, escolhemos os melhores looks de cada dia. No primeiro dia de evento, a escolhida foi Allana Marques. A fofa arrasou no look romântico-floral, total lady-like e mostrou que ser feminina é tendência sempre. Parabéns!
No segundo dia de Coquetel, a grande vencedora foi Ree Avila. A lindinha foi toda trabalhado no look rocker-groupie-indie e cheia de atitude. Parabéns!
As duas belezinhas faturaram brindes da Calma Monga + Trocando em Miúdos que vão ser entregues logo na sequência :)) Gostaria de agradecer a todas as pessoas que toparam participar da promô e até ano que vem!
Pessoas lindas, como é de conhecimento geral de toda nação indie-rocker-cool de Recife, o No Ar Coquetel Molotov tá logo ali na esquina. Além de revelar grandes nomes da música local e mundial, o festival também é um grande desfile de moda e tendências. Na empolgação do Coquetel, o Bling Bling resolveu fazer um agradinho geral para os finos e fofos que visitarem o stand-mara da Prancheta. Nos dois dias do evento, vamos fotografar os looks mais legais que vão ser postados em tempo real no facebook da Prancheta. O figurino mais “curtchido” vai ganhar uma peça lindona da Calma Monga + uma peça shocrível da Trocando em Miúdos. Muito legal neh? :))
É isso, gente! Vamos separar aquela camisetinha especial, caprichar no corte modernoso e no all-star customizado que eu espero todos vocês por lá :))
Ps: Pra quem precisar se inspirar, vale uma visitinha ao Asian Pose :P
Sabe qual é a última tendência literária em Nova York? Garotas nuas. Pois é, ao colocar mulheres apenas de salto alto e com livros em punho, o projeto Naked Girls Reading, obviamente, tem dado o que falar.
Particularmente, fico um pouco dividida com essa novidade. Uma parte de mim tem curiosidade de “assistir” à leitura, porque a imagem que me vem à cabeça é logo de um filme noir, com direito a mulheres rechonchudas, maquiadas e maliciosas, naqueles cabarés glamourosos da década de 40, recriados nos cinemas.
Por outro lado, me entristece que a literatura precise desse apelo para chamar atenção. Porque, vamos e convenhamos, para o espectador que sai de casa para ver as naked readers, a última coisa que importa é o que elas estão lendo. Para o bem da humanidade, é Shakespeare, Oscar Wilde. Mas aposto que qualquer pessoa só consegue prestar atenção nisso na metade do espetáculo para o final, depois de cansar da visão. É nessas horas que eu penso nas previsões apocalípticas para a literatura.
Imagina essa historinha aqui no Brasil, tipo, jovens nuas lendo Nelson Rodrigues? Bagaceira pouca é bobagem. Certamente, os homens que acompanham o blog não teriam nenhuma ressalva.