Depois de muita espera e especulação, temos as grandes vencedoras da Promô Bling no Miúdo, Bling na Monga :)) Que rufem os tambores customizados!
Numa ação do stand da Prancheta no festival No Ar Coquetel Molotov, escolhemos os melhores looks de cada dia. No primeiro dia de evento, a escolhida foi Allana Marques. A fofa arrasou no look romântico-floral, total lady-like e mostrou que ser feminina é tendência sempre. Parabéns!
No segundo dia de Coquetel, a grande vencedora foi Ree Avila. A lindinha foi toda trabalhado no look rocker-groupie-indie e cheia de atitude. Parabéns!
As duas belezinhas faturaram brindes da Calma Monga + Trocando em Miúdos que vão ser entregues logo na sequência :)) Gostaria de agradecer a todas as pessoas que toparam participar da promô e até ano que vem!
Pessoas lindas, como é de conhecimento geral de toda nação indie-rocker-cool de Recife, o No Ar Coquetel Molotov tá logo ali na esquina. Além de revelar grandes nomes da música local e mundial, o festival também é um grande desfile de moda e tendências. Na empolgação do Coquetel, o Bling Bling resolveu fazer um agradinho geral para os finos e fofos que visitarem o stand-mara da Prancheta. Nos dois dias do evento, vamos fotografar os looks mais legais que vão ser postados em tempo real no facebook da Prancheta. O figurino mais “curtchido” vai ganhar uma peça lindona da Calma Monga + uma peça shocrível da Trocando em Miúdos. Muito legal neh? :))
É isso, gente! Vamos separar aquela camisetinha especial, caprichar no corte modernoso e no all-star customizado que eu espero todos vocês por lá :))
Ps: Pra quem precisar se inspirar, vale uma visitinha ao Asian Pose :P
Sabe qual é a última tendência literária em Nova York? Garotas nuas. Pois é, ao colocar mulheres apenas de salto alto e com livros em punho, o projeto Naked Girls Reading, obviamente, tem dado o que falar.
Particularmente, fico um pouco dividida com essa novidade. Uma parte de mim tem curiosidade de “assistir” à leitura, porque a imagem que me vem à cabeça é logo de um filme noir, com direito a mulheres rechonchudas, maquiadas e maliciosas, naqueles cabarés glamourosos da década de 40, recriados nos cinemas.
Por outro lado, me entristece que a literatura precise desse apelo para chamar atenção. Porque, vamos e convenhamos, para o espectador que sai de casa para ver as naked readers, a última coisa que importa é o que elas estão lendo. Para o bem da humanidade, é Shakespeare, Oscar Wilde. Mas aposto que qualquer pessoa só consegue prestar atenção nisso na metade do espetáculo para o final, depois de cansar da visão. É nessas horas que eu penso nas previsões apocalípticas para a literatura.
Imagina essa historinha aqui no Brasil, tipo, jovens nuas lendo Nelson Rodrigues? Bagaceira pouca é bobagem. Certamente, os homens que acompanham o blog não teriam nenhuma ressalva.
Olha só, quem me conhece sabe que esse não é o tipo de pergunta que se espera ouvir de mim, mas o negócio está complicado por aqui. Vamos agora para um momento ilustrativo, que vai dar o tom para este post:
Foi fácil de reconhecer, né? Atire a primeira pedra quem nunca, nem que seja escondido, dançou ao som de uma dessas sexy bombs acima! Pois bem, agora vamos para a parte complicada do negócio:
É isso mesmo, gente. Minha notável eloquência só permite uma forma de reagir a esta última imagem: mas que porra é essa? E pensar que por baixo de toda a bizarrice, existem três mulheres gostosas (menos Ke$ha, essa aí é sem futuro mesmo). Eu ainda pensei em colocar Rihanna, mas ela é tão piriguete que sai gostosa até nas fotos bizarras.
Gente, sem esse papo de exploração do corpo da mulher etc. A gente está falando de música pop na sua expressão máxima e a beleza feminina sempre foi uma condição irrevogável. Até tenho uma teoria bastante controversa sobre esse assunto, mas só falo em mesa de bar, para não ficar registrado em lugar nenhum.
Falando sério, com o máximo de seriedade que o tema permite, tem alguma coisa errada aí sim. A gente pode falar de uma revisão de padrões estéticos, autenticidade, mas não acho que seja o caso. O fator Gaga há de ser destacado. Ainda que haja controvérsias sobre a originalidade de seu estilo, muitos falam que é apenas uma compilação de referências de outras divas, ela foi a primeira a aparecer com esse visual mais agressivo e pouco usual.
Lembro, inclusive, que quando Ke$ha começou a fazer sucesso, muitos críticos(?) apontavam-na como a “nova Lady Gaga”, coisa que não faz mais nenhum sentido atualmente. Daí para Rihanna e Katy Perry mudarem drasticamente seu visual, deixando de ser gostosa e sendo mais, assim, sei nem como dizer, foi só o pessoal do marketing fonográfico encarar o inusitado como uma tendência. Nicki Minaj é uma prova disso, já chegando no mercado com essas roupas e cabelos assustadores. Até Ivetão, meus amigos, usou uma crina de cavalo no famigerado show do Madison Square Garden. Really? A que ponto chegamos?
No começo, eu até achava divertido, mas agora, no meu ponto de vista, está passando um pouquinho do ponto. Katy costumava ser a pin up moderninha, Rihanna era a sexy mama de Barbados e agora está todo mundo querendo chocar a cada aparição, assumindo o grotesco como identidade visual. O resultado disso é que ninguém choca mais ninguém. Sério, quão atrativa seria uma manchete que diz: Katy Perry é vista em Los Angeles usando uma havaiana na cabeça? – Next.
Quando Gaga usava um telefone como acessório, a gente ficava, no mínimo, curioso, mas agora o que vai me espantar é se alguma delas aparecer num red carpet com um tubinho preto e um par de Louboutins – isso é que é visual chocante. É claro que a música pop é a arte do espetáculo, da alegoria, a gente também precisa disso, mas tem que saber fazer.
Para fechar o post, uma imagem genial que eu achei no Tumblr e uma sambada na cara das neo-divas com a apoteose gostosística de Britney Spears (achou que ela não ia aparecer por aqui?).
Alguém pode ler esse título e dizer “eita, Eduarda escreveu toque errado”. Não, não, tá certo. É TOC mesmo, de Transtorno Obsessivo Compulsivo.
Mas, o que de fato os TOCs têm a ver com as relações humanas?
O TOC é uma mania, um misto de insegurança com inquietude, uma artimanha da mente da gente, de querer se enganar, se ocupar, se confundir. Isso normalmente acontece com coisas cotidianas – exemplos não faltam. Tem gente que checa 05 vezes se trancou a porta. Outros organizam dinheiro por ordem de valor da nota. E há ainda os que olham a bolsa de 1 em 1 minuto para garantir que o celular está lá e que você não esqueceu ele no restaurante (ok, essa sou eu).
Nas relações humanas, os TOCs existem da mesma maneira. Às vezes podem ser facilmente identificáveis como a boa e velha “picuinha”. Ou simplesmente a mania que algumas pessoas têm de insistir no erro. Tipo aquele marido que sempre bebe 2 garrafas de vinho no jantar, há 32 anos, e há 32 anos a esposa dele fala “Você bebe demais! Tome só uma garrafa. Por favor… ah vá, você é impossível mesmo” e por aí vai. Também tem aquela amiga que sempre arruma um motivo pra reclamar. Do restaurante, do trânsito, da música alta… nunca nada está bom o suficiente.
O fato dos TOCs serem artimanhas da mente da gente levanta uma questão: isso pode mudar? Não ter TOC significa ser uma pessoa melhor? Eu particularmente acho que não, pois acredito que quanto mais próximo você está da sua essência, mas feliz você é. Por isso, não vejo nada de errado com os TOCs. Nada de errado em ser humano, na verdade. Só acho importante termos consciência das coisas que fazemos, e dos TOCs que temos – sejam eles com interruptores ou pessoas. E por “ter consciência”, entenda-se: tentar racionalizar e saber que, para tudo nessa vida há sempre um preço a se pagar – esteja o dinheiro organizado por ordem crescente ou não.