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Live Posting: Oscar 2010

A cobertura ao vivo do Oscar vai começar às 21h. Espero que vocês curtam!
Oscar 2010

Tenho o prazer de anunciar que faremos nosso primeiro live posting neste domingo, às 21h, para cobertura da cerimônia do Oscar. A premiação só vai começar às 22h, mas já vamos esquentando durante o tapete vermelho.
O Oscar será transmitido ao vivo através do canal a cabo TNT. Quem quiser, também pode assistir na Globo, mas só após o Big Brother Brasil 10.
Para ir se preparando, escute os comentários e previsões do nosso colunista Rick Monteiro, no Café com Cigarro.
Oscar 2010

Neste domingo, 07 de Março, ocorrerá a festa da entrega do Oscar e obviamente que a coluna Café Com Cigarro não deixaria passar essa noite tão especial para os cinéfilos. Com isso, fiz algumas análises dos indicados e por que não umas previsões de quem sairá da festa agraciado com o prêmio mais importante da indústria cinematográfica.
Melhor Filme
* Avatar
* Um Sonho Possível
* Distrito 9
* Educação
* Guerra ao Terror
* Bastardos Inglórios
* Preciosa - Uma História de Esperança
* Um Homem Sério
* Up - Altas Aventuras
* Amor Sem Escalas
Melhor Diretor
* James Cameron - Avatar
* Kathryn Bigelow - Guerra ao Terror
* Quentin Tarantino - Bastardos Inglórios
* Lee Daniels - Preciosa - Uma História de Esperança
* Jason Reitman - Amor Sem Escalas
Melhor Ator / Atriz
* Jeff Bridges - Coração Louco
* George Clooney - Amor Sem Escalas
* Colin Firth - Direito de Amar
* Morgan Freeman - Invictus
* Jeremy Renner - Guerra ao Terror
* Sandra Bullock - Um Sonho Possível
* Helen Mirren - The Last Station
* Carey Mulligan - Educação
* Gabourey Sidibe - Preciosa - Uma História de Esperança
* Meryl Streep - Julie e Julia
Melhor Ator / Atriz Coadjuvante
* Matt Damon - Invictus
* Woody Harrelson - O Mensageiro
* Christopher Plummer - The Last Station
* Stanley Tucci - Um Olhar do Paraíso
* Christoph Waltz - Bastardos Inglórios
* Penelope Cruz - Nine
* Vera Farmiga - Amor Sem Escalas
* Maggie Gyllenhaal - Coração Louco
* Anna Kendrick - Amor Sem Escalas
* Mo’Nique - Preciosa - Uma História de Esperança
Melhor Roteiro Adaptado / Original
* Distrito 9
* Educação
* In The Loop
* Preciosa - Uma História de Esperança
* Amor Sem Escalas
* Guerra ao Terror
* Bastardos Inglórios
* O Mensageiro
* Um Homem Sério
* Up - Altas Aventuras
Melhor Animacao
* Coraline
* O Fantástico Sr. Raposo
* A Princesa e o Sapo
* The Secret of Kells
* Up - Altas Aventuras
Melhor Filme Estrangeiro
* Ajami (Israel)
* O Segredo dos Seus Olhos (Argentina)
* A Teta Assustada (Peru )
* O Profeta (França)
* A Fita Branca (Alemanha)
Demais categorias
Qual o filme?

*UPDATE: Resposta certa dada por Daniel: O Casamento de Rachel (Rachel Getting Married, 2008), de Jonathan Demme.
Oscar 2010: Curtas de Animação
Todo ano espero ansioso pelos curtas de animação indicados ao Oscar. Como eu normalmente fico meio por fora dos festivais e lançamentos desse circuito, é uma ótima chance de descobrir algumas pérolas, como o francês Même les pigeons vont au paradis, indicado em 2008.
Não assisti os curtas que estavam na lista dos pré-indicados, mas o nível dos finalistas está excelente. Dentre os cinco, o único que eu já conhecia é Wallace and Gromit: A Matter of Loaf and Death, que vi há alguns meses em algum canal da Sky. É o único stop motion da lista e também o único verdadeiramente infantil. Mostra a famosa dupla comandando uma padaria e enfrentando uma assassina serial de padeiros. Assim como os outros curtas e o longa de Wallace and Gromit, o filme é dirigido por Nick Park. Infelizmente é um curta meio longo e por isso não está completo no YouTube. Mas dá pra sentir o gostinho com o trailer abaixo.
O segundo da lista, French Roast, é um filme de Fabrice O. Joubert e mostra um típico e sisudo parisiense que se vê sem dinheiro para pagar a conta, após tomar um café. Esse é com certeza meu favorito deste ano e acredito que tem boas chances de levar a estatueta, pois tem um humor muito mais refinado que os outros, além de uma boa e inesperada inversão de papéis sociais. Se você tiver preguiça de assistir todos os vídeos deste post, assista pelo menos este.
Já o espanhol La Dama y La Muerte aposta numa comédia mais pastelão, com a morte disputando uma velhinha com um médico e algumas enfermeiras. Embora tenha momentos realmente engraçados e originais (veja a cena após os créditos), o ponto forte deste curta é mesmo a parte técnica, que não fica atrás de nenhum dos grandes estúdios de animação. É também impressionante a coragem com que eles mostram um suicídio como uma grande piada.
O quarto curta da nossa lista é também um dos meus favoritos. Foi o único que me fez dar boas risadas. Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty é uma nova visão sobre a clássica história da Bela Adormecida, contada por uma vovó sem papas na língua. Aqui a bruxa não é má, apenas um velha mal-tratada que dá a todos o que realmente merece. E nada de príncipe. Granny O’Grimm é uma personagem cheia de possibilidades, que acaba sendo maior que a história, e acredito que não vai parar por aí. Espero que venham mais vídeos, como a canção de natal da velhinha e a reação dela ao saber da indicação ao Oscar.
Para fechar a lista e deleite dos designers, o último indicado é Logorama, uma animação feita com marcas, mascotes e outros símbolos de identidades visuais famosas. Praticamente todas as marcas que são referência mundial estão aí. Tem Michelin, Apple, IMB e até RAF! Mas o melhor são os Pringles de caminhoneiros com seus bigodões. Provavelmente só a McDonald’s não ficou muito feliz vendo o Ronald como um terrorista alucinado.
A qualidade dos vídeos abaixo não está muito boa, mas como no site oficial tem apenas uma parte, vale a pena ver assim mesmo. Está dividido em 2 partes.
Qual o filme?

*UPDATE: Resposta certa dada por Bruno: A Garota Ideal (Lars and The Real Girl, 2007), de Craig Gillespie.
Signs
Signs é um filme emocionante sobre comunicação, sem diálogos, dirigido por Patrick Hughes. Foi feito originalmente para o Schweppes Short Filme Festival, mas acabou levando o Leão de Ouro em Cannes na categoria curta-metragem em 2009.
Às vezes tudo que precisamos para encontrar o amor é ficar atento aos sinais.
Via Caligraffiti.
22.01.08

Há exatos dois anos morria um dos melhores atores de sua geração e com certeza um dos mais promissores: Heath Ledger. O seu poder interpretativo a cada filme ia se tornando maior, a sua mensagem comecava a ultrapassar as barreiras de Hollywood, mas infelizmente aos 28 anos uma overdose acidental lhe tirou a vida.
Se perguntar ao querido amigo e colunista d’A Prancheta, Vicente Masip, qual o personagem mais impactante do cinema recente, a resposta com certeza seria Sonny Grotowski (Heath Ledger) em A Última Ceia (Monster’s Ball, 2001). Aqueles 15-20 minutos em que Heath se encontra na tela é puro cinema.
O post de hoje é uma lembrança do ator australiano que deixou e deixa muita saudade. Um texto antigo que foi escrito na época de Brokeback Mountain:

Que John Wayne que nada!!
Desde que o mundo é mundo a homossexualidade existe. Desde a Grécia antiga há registros, e são vários, de comportamentos em padrões de normalidade. Infelizmente, na cultura contemporânea a homossexualidade tem sido, até então, a marca de um estigma. Sempre sendo tratados com certa marginalização aqueles que não possuem preferências sexuais de acordo com determinados padrões da moralidade. Como se isso pudesse ser controlado e colocado dentro de um “padrão normal”. Mas afinal, por que isso incomoda tanto as pessoas? Na Inglaterra, até há pouco tempo tal preferência sexual era considerada crime. E o interessante e positivo é que hoje a Inglaterra é um dos primeiros países que legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Por que identificar socialmente as pessoas por suas preferências sexuais? Por que nos interessamos tanto pela preferência sexual das pessoas, a ponto de julgarmos muito importante identificá-las sociomoralmente por este predicado? O interessante é ter consciência disso, e tentar de uma forma inteligente, possivelmente pela cultura, modificar a visão das pessoas sobre essa temática. Embora a cultura norte-americana insista em provar que o homossexualismo seja uma doença, as sociedades mais avançadas culturalmente têm tentado derrubar essa tese através da melhor forma possível.
E eu acredito que esta forma esteja presente na melhor arma contra a discriminação: a ironia, o sarcasmo, a crítica, o descrédito, a surpresa e o desprezo por tudo aquilo que lhe dá suporte. E o principal, o tratamento igualitário, a vida cotidiana, o simples e velho costume. Enquanto, os homossexuais sentirem que têm algo a provar, nada conseguirão. Ou mesmo, ao tentarem a todo custo uma demonstração de superioridade inexistente, já que no final das contas o que eles querem é sentirem inclusos e iguais, sem terem que ser taxados disso ou daquilo.

E Ang Lee, em “O Segredo de Brokeback Mountain”, acerta quando trata a história numa ótica de amor proibido, e não de uma forma esquemática, ou publicitária. Entre eles, a única coisa que importa é a vontade de estarem juntos, o amor que sentem um pelo outro e a dor de não poderem viver este amor como gostariam. Por que este amor é reprovável?
É aí que o roteiro, adaptado do conto de E. Annie Proulx é formidável. Esse amor é reprovável porque Ennis e Jack e vivem em pleno centurião bíblico norte-americano e são nada mais nada menos que cowboys. Figura mais masculina impossível. São então contratados para cuidar de um rebanho de ovelhas na tal Brokeback Mountain. Com isso, começam a se conhecer melhor, lamentarem as suas vidas e vão assim criando laços, mesmo que quase imperceptíveis. Ang Lee juntamente com seus roteiristas, toma um caminho muito acertado, a figura masculina não é quebrada. O filme destigmatiza essa idéia de gays = mulheres. Ambos brigam como homens, trabalham como homens, bebem como homens e fazem sexo como homens. A escolha sexual nada tem a ver com seus comportamentos. Essa foi a primeira genialidade da película.
O outro ponto positivo reside na delicadeza e sutileza que o relacionamento é mostrado de acordo como o tempo vai passando. Depois da 1° experiência na montanha, o espectador só percebe que ambos continuam se comunicando, quando Ennis ao receber um postal ler que Jack recebeu sua carta e que está chegando. Que por sinal, outro momento formidável é esse reencontro, que nada beira o clichê e demonstra a intensidade do relacionamento.

As atuações são absolutamente impecáveis. Jack Gyllenhaal, nada parece com o deprimente Donnie Darko. A sua paixão por Ennis e a vontade de encarar a sociedade, de declarar o seu amor é evidente. Já Heath Ledger, sempre mais calado, aposta num Ennis completamente cowboy. Quase não abre a boca, possui um sotaque bem mais acentuado, e diferentemente de Jack Twist (personagem de Jack Gyllenhaal), não consegue encarar e se libertar dessa sociedade discriminatória. Heath surpreende todo mundo não criando uma atmosfera tão dramática, deixando o personagem muito mais real. Os desejos de viver ao lado desse grande amor e a certeza que esse desejo nunca irá ser realizado é algo presente na sua interpretação. Heath, que já tinha encantado a todos em A Última Ceia (Monsters Ball), cria, sem dúvida alguma, um dos personagens mais bonitos do cinema atual. A sua capacidade de dizer muito ficando apenas calado é uma característica que poucos atores possuem, se tornando valiosíssima em filmes singulares como esse.

Outra abordagem muito discutida pelos espectadores e críticos é a idéia que, enquanto Jack é obviamente gay, Ennis não possui elementos que o classificam como sendo homossexual. Claro que isso depende do seu conceito de homossexualidade. Se o simples contato sexual com pessoas do mesmo sexo é ser gay, tudo bem, mas se for o fato de sentir atração por pessoas do mesmo sexo, Ennis não é homossexual. Enquanto Jack que possui outros relacionamentos, chega até a procurar casas de prostituição, Ennis só possui atração por Jack, e não se envolve com mais ninguém. O amor de Ennis por Jack independe do sexo. Homem ou mulher, o amor existiria.
Ang Lee faz um favor a essa sociedade mendiga, que precisa urgentemente ser feliz, mas faz de tudo para passar a perna em si mesmo. Essa obra prima merece todos os prêmios que conseguir, mas quem sairá ganhando mesmo, seremos nós.
Qual o filme?

*UPDATE: Resposta certa dada por Pedro: Inimigos Públicos (Public Enemies, 2009) de Michael Mann.
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Eduardo Rocha é designer por formação, mas também ilustrador e fotógrafo por paixão. Aliás, se dependesse só de paixão, seria também cineasta, músico e escritor. Mas já tá bom assim.




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