Ando muito sentimental. Sim, é um fato. Como uma boa sagitariana, tenho me visto freqüentemente repensando sensações e sentimentos, num turbilhão de idéias que às vezes quase me sufoca; acho que só não sufoca porque o trabalho não dá tempo pra isso, rs.
No meio do meu “caos sentimental”, duas coisas muito boas aconteceram esse mês, e como uma boa sagitariana de novo, quero dividi-las com vocês.


A primeira delas foi a mostra de Vik Muniz, que está em cartaz aqui no MASP. Confesso que tinha certo preconceito com a obra dele; achava besta, rasa, entretenimento puro. E, agora, confesso que fui uma grande idiota. A obra de Vik Muniz é a prova de que um sentimento pode ser representado de uma maneira muito complexa e ter uma compreensão muito simples; de que uma imagem pode provocar muitas reações, todos eles genuínos; que nossos olhos estão acostumados a olhar para as coisas, e não a VER as coisas; e que um exercício de observação pode se tornar uma grande brincadeira.
Essa mostra fez um “carinho” tão grande no meu peito… vi como a felicidade pode ser simples e como os sentimentos não precisam ser profundos para serem “sentidos”. Fiquei feliz.

Aí estava eu, curtindo o auge da minha felicidade e começando a compreender melhor meus sentimentos, quando fui assistir à peça “A Alma Imoral”; baseada no livro de um rabino que questiona a tradição (??) e o real papel do corpo e da alma na nossa existência, a peça coloca em xeque algumas “verdades” modernas, à luz de parábolas religiosas. E, pra melhorar ainda mais, fui ao teatro com a minha mãe!
A peça é uma constante provocação ao pensamento “moderno”, e questiona coisas que parecem óbvias, mas não são. Provoca através de um texto cheio de frases de impacto, como “não existe traição sem tradição”, e uma das minhas favoritas, “não há transgressão se não há esperança no futuro”.
Eu – a pessoa cheia de sentimentos - chorei, ri, e fiquei dias pensando em tudo o que ouvi. E decidi que sim, vou levar meus sentimentos mais a sério, vou ter menos medo de sentir. Afinal sou uma espécie em evolução, e é através do enriquecimento da minha alma que eu posso contribuir com esse processo tão bonito do ser (ou de ser) humano.
















Muito bom. Vik Muniz manda ver. Vik Muniz é o cara.