10699. Eduardo Rocha em novembro 26th, 2010

Longe de mim defender o cenário atual de arte contemporânea, mas normalmente há um certo conceito por trás dos artistas que ganham notoriedade. Se não me engano, o caso do cachorro foi um protesto contra a passividade da população em relação a prisioneiros que passavam fome. As pessoas ignoravam um ser humano e se compadeciam de um animal. Daí a isso ser arte, é outra discussão.

10700. Juliana Teles em novembro 26th, 2010

Adoro esse tipo de debate! E o que tenho a acrescentar, resumidamente é: arte contemporânea é conceito. Queira o público, os marchands, o curador ou quem quer que seja. É um momento histórico e assim sendo é impossível voltar atrás. O assunto rende pano pra manga e o exemplo de Habacuc é perfeito! Eres o que lees é mais que uma obra, é uma atitude política! Não cabe aqui essa discussão mas acho que vale buscar mais informações a respeito e não acreditar em tudo o que é distribuído na nossa querida ‘mídia’. #fikdik!

10702. Hiran Albuquerque em novembro 26th, 2010

O que aconteceu se não me engano era em defesa de um indivíduo em especifico que era conhecido de Habacuc. Entendo a vontade política, o manifesto, mas interpretar o ato político em linguagem pelo abandono e morte na arte, não concordo. Há milhões de outras formas de isso ser passado como linguagem artística, muitas vezes mais impactantes e tendo uma consequencia mais efetiva do que a morte do cachorro. Talvez essas formas gerassem o debate necessário para que situações ao indíviduo abandonado em questão fossem salvos.

10703. bandim em novembro 26th, 2010

e pq ele mesmo não se acorrentou? usar o outro – ainda que cachorro – como protagonista (vítima?) da arte me parece cômodo ao ponto do patético. a propósito, quantos cubanos não fizeram greve de fome em protestos com esse cunho? e não deixaram em seus lugares na prisão um cachorro qualquer? faça-me o favor…

10705. Ricardo Pragana em novembro 27th, 2010

Eu faria o seguinte com esse Emo filho da puta. Colocaria ele acorrentado por um gancho entrando pelo cú e saindo pelo escroto diante de um espelho virado para uma mesa com um belíssimo pote de água, tudo em uma sala totalmente fechada de vidro em que ele vê o exterior (da galeria), mas que os visitantes, por fora, só vêem desenhos engraçados gravados no vidro. Assim, ele ficaria agonizando enquanto os visitantes riem aparentemente olhando para ele. Claro que não se trata de tortura, mas apenas de uma representação poética da arte, mostrando a angustia existencial dos artistas concretos em paralelo com a idéia do livre-arbítrio Sartriano. Pronto, dá prá justificar tudo.

10706. Juliana Teles em novembro 27th, 2010

ahahhahaha GENTE! acontece que o nome da obra é justamente para alertar sobre isso: você acredita em tudo que lê/vê? o cachorro NÃO morreu de inanição, ele deixou o cachorro lá, permitindo que o registro fosse feito e causasse o que tem causado, assim, como vocês estão fazendo. Esse burburinho todo por algo que NÃO EXISTIU e quase tanta violência contra ele quanto a que vocês mesmo estão indo contra…pensem nisso!

10711. Hiran Albuquerque em novembro 29th, 2010

Juliana, o próprio Habacuc perguntado após sobre o cachorro e a morte dele pronunciou-se: “Eu peguei ele na periferia da cidade e se ele ficasse lá, morreria de qualquer forma.” Além disso, não um ou dois, mas todos os veículos de comunicação que noticiaram disseram que ele morreu na galeria e que havia frequentadores lá. Mas se ainda assim você acha que é um burburinho criado pela mídia…É um fato assumido pelo Habacuc e com ação de instituições de renome como a Peta agindo contra. Por favor, se você achou a informação de que o cachorro não morreu na exposição favor colar link ou dar o crédito da informação

10712. Juliana Teles em novembro 29th, 2010

Hiran, não é de hoje que esse assunto é discutido. Estamos requentando uma discussão aqui que já foi pauta de muitas rodas sobre arte contemporânea, por ser um assunto tão polêmico. Minhas fontes são quase como a sua, só que nós acreditamos em pontos de vista diferentes. Habacuc não divulga mais detalhes sobre a sua obra e por isso é difícil achar informações fora essas condenando o artista. Mas se você levar em consideração as informações que o Wikipédia oferece, talvez dê pra clarear um pouco o que estou tentando explicar aqui. O link é esse: http://en.wikipedia.org/wiki/Guillermo_Vargas O seguinte trecho me parece relevante: “…There are NO indications in the photos of where or when they were taken, nor of who took them…” e “…Juanita Bermúdez, the director of the Códice Gallery, stated that the animal was fed regularly and was only tied up for three hours on one day before it escaped. Vargas himself refused to comment on the fate of the dog, but noted that no one tried to free the dog, give it food, call the police, or do anything for the dog…”

Abs

10725. Paulo Azevedo em dezembro 1st, 2010

O interessante também é perceber que, apesar de toda a comoção na mídia, ninguém fez nada para salvar indefesos cachorrinhos e gatinhos de rua nem durante nem depois da exposição. É realmente a qualidade de vida de animais domésticos abandonados nas cidades o ponto principal desta discussão?
A necessidade do espetáculo não é exclusiva de Guillermo e não depende somente da intenção do artista; se assim fosse, teríamos milhares de escândalos enchendo manchetes de publicações jornalísticas diariamente.
Eu gosto bastante da ideia de a arte sair da galeria e ter um impacto social. Me parece uma alternativa melhor que restringir a um grupo seleto que sabe o que é arte de verdade.

10881. Maria em dezembro 21st, 2010

Levamos tempo demais para entender o que é relevante, tempo demais para perceber o quanto podemos ser pobres e somos, para perceber a forma, as cores, as voltas que nos combrem e que na maioria das vezes apenas nos combrem. Isso realmente não é arte, discutimos arte enquanto não entendemos porra nenhuma de amor. Nessa história toda só me importo com o os cachorros.

29486. taina katiane rocha matheus em março 15th, 2012

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