Querer é um verbo egoísta e, ao mesmo tempo, muito altruísta.
Quando a gente quer é preto no branco, é pé batendo no chão, é choro, é imperativo: eu quero e pronto. E não adianta alguém dizer que é errado, ou que engorda, ou que não vale a pena. Você não vai sossegar enquanto não tiver. Doa quem doer, difícil quanto for, caro quanto puder. Irracionalmente aquilo te fará mais completo… mais feliz. E só você entende isso, só você sabe o quanto isso é importante e o quanto a sua vida depende disso. Algo tão egoísta quanto inexplicável.
Às vezes esse querer está associado a um ser vivo: um cachorro, um bonsai… um alguém. E aí meu amigo, o egoísmo vira uma faca de dois gumes. O que você sempre quis, sempre achou que era a razão da sua felicidade, não é mais uma via de mão única – agora é querer e ser querido, é dar e receber. Aqui temos que parar de bater o pé no chão e olhar mais ao redor. Olhar pra quem a gente quis, pra quem a gente escolheu.
Amizade, casamento, parceria, enfim, tudo parte de “quereres”, de vontade, gana. Mas hemos de ser coerentes, dignos. E saber respeitar quando alguém nos quer de verdade, e corresponder; e saber quando não queremos alguém de verdade, e afastar. A vida é ação e reação, e é curta. Cuidado para agir e reagir da maneira certa.







Eduarda Freire é publicitária, tem 28 anos e é recifense radicada em São Paulo. Sagitariana de coração e naturalmente curiosa, ama comunicação, cerveja e pessoas.












